Quinta-feira, 19.11.09


Rita Mello às 14:45 | link do entrada | comentar | ver comentários (3)
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Terça-feira, 17.11.09

 

 



Rita Mello às 11:04 | link do entrada | comentar
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Sexta-feira, 13.11.09

 

Como se chama o primeiro romance de Lesley Pearse publicado em Portugal?

Nunca Me Esqueças

 

Vencedores:

01 – Daniela Patrícia

10 – Joana Fátima Ferreira

25 – Ricardo Garcia

50 – Raquel Almeida

100 – Sara Celorico



Rita Mello às 16:55 | link do entrada | comentar | ver comentários (5)
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Quinta-feira, 12.11.09

 

 

Regras:

1 – Publicar o selinho no seu blogue, dizendo quem o indicou:

Obrigada A e B (Leituras de A a B).

 

2 – Responder a pergunta: Quem é que você acha que merece um grande abraço? Porquê?

Os visitantes do Chocolate para a Alma, porque sem eles este blogue não existiria.

 


 

Regras:

1 – Publicar o selinho no seu blogue, dizendo quem o indicou:

Obrigada A e B (Leituras de A a B), Jojo (Os Devaneios da Jojo) e Lia (Gosto de Ti Livro).

 

2 – Responder a pergunta: O que é uma verdadeira amizade para você?

Uma verdadeira amizade só existe quando temos alguém que está sempre presente, que nos apoia ou ajuda nos bons e maus momentos.


Obrigada A e B (Leituras de A a B), Tinkerbell (My Imaginarium) e Lia (Gosto de Ti Livro).

 


 

Obrigada Obrigada A e B (Leituras de A a B) e Lia (Gosto de Ti Livro).

 

Completar as seguintes frases:

Eu já... realizei alguns sonhos…

Eu nunca... fiz queda livre, mas quero experimentar!

Eu sei... que nada sei…

Eu quero... conhecer o mundo!

Eu sonho... acordada…

 

Ofereço estes selos aos blogues:

Livros, o Meu Vício

Chá da Meia-Noite

Páginas Desfolhadas

Declaro-me… Sonhadora

Tempo de Mim

As Leituras da Fernanda

Planeta Márcia

As Leituras da Maggie

Vidas Desfolhadas

Uma Biblioteca Aberta

Conta-me Histórias

Viajar pela Leitura

Livros e Outras Coisas

Sombra dos Livros

Finding Neverland


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Rita Mello às 17:06 | link do entrada | comentar | ver comentários (8)
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Terça-feira, 10.11.09

 

Como a Tinkerbell, do blogue My Imaginarium, tem dois exemplares de As Regras da Sedução, de Madeline Hunter, ela resolveu oferecer um deles.

Os detalhes do passatempo estão aqui.

Boa sorte!



Rita Mello às 15:25 | link do entrada | comentar | ver comentários (2)
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Segunda-feira, 09.11.09

 

 

Como se chama o primeiro romance de Lesley Pearse publicado em Portugal?

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de  Procuro-te, de Lesley Pearse, que a ASA tem para oferecer. A data limite é quinta-feira, dia 12 de Novembro.

Podem ir lendo os primeiros capítulos deste romance aqui.



Rita Mello às 15:29 | link do entrada | comentar | ver comentários (3)
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Quarta-feira, 04.11.09

 

 

Querida Daisy,

Sempre gostei de ter a última palavra, não gostei? Aqui sentada a escrever isto, preparando-me para o guardar na caixa com todas as recordações que juntei para ti ao longo dos anos, espero sinceramente que os médicos possam estar enganados no seu diagnóstico e que daqui a alguns anos possamos remexer as duas na caixa e rir-nos do que contém.

Mas, se não puder partilhar esse momento contigo, espero que ela te conforte pois foi criada com muito amor e as minhas pequenas notas, ainda que embaraçosas para mim agora, provam o que eu sentia nesse tempo.

Não há criança que tenha sido mais amada do que tu. A pura felicidade que eu e o teu pai sentimos quando nos foste entregue ainda hoje, depois destes anos todos, me causa um nó na garganta. Essa felicidade foi quase certamente a razão por que, cinco anos mais tarde, consegui conceber os gémeos quando nos tinham dito que seria impossível.

Encheste as nossas vidas de felicidade, depois de muitos anos de decepção, e sempre tivemos um grande orgulho em ti. Não te afastes dos gémeos porque os laços de uma infância comum são tão fortes como os laços de sangue. Desejo-te tanta alegria e felicidade na tua vida como eu tive na minha e a única tristeza que experimento é não estar viva para conhecer os meus netos. O cheque que junto é uma parte do dinheiro que me foi deixado pelo meu pai. Também ele morreu sem conhecer os netos que esperava vir a ter e o facto de ter guardado algum para dividir contigo, com a Lucy e com o Tom foi uma forma de lhe prestar tributo. Por isso, minha querida, gasta-o com prudência. Uma despedida final não é momento para sermões e já tos dei em abundância no passado. Agora, tudo o que posso dizer é que te amo e que estarei a velar por ti.

Com todo o meu amor,

Mamã

 

Leia os primeiros capítulos de Procuro-te, de Lesley Pearse, aqui.



Rita Mello às 16:21 | link do entrada | comentar | ver comentários (6)
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Segunda-feira, 02.11.09

 

Como se chama o restaurante da protagonista?

Chez moi.

 

Vencedores:

01 – Neusa do Vale

10 – César Miguel Domingues

25 – Rosa Maria Barbosa

50 – Carla Macedo

100 – Joana Patrícia Dias



Rita Mello às 17:04 | link do entrada | comentar | ver comentários (6)
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Sacrificaria o amor da sua vida em nome do passado? 

 

Daisy tem apenas vinte e cinco anos quando a mãe morre nos seus braços. Embora saiba há muito que foi adoptada, sempre se sentiu amada pelos pais e pelos irmãos. Para Daisy, aquela é a sua família. Todavia, o luto vai abalar o equilíbrio doméstico e revelar rivalidades encobertas. A serenidade dá lugar à devastação, e a jovem sente que é a altura certa para partir em busca das suas raízes e confrontar-se com o passado.

Na ânsia por saber mais sobre Ellen, a sua mãe biológica, e à medida que vai desvendando a história da família, Daisy descobre as duras verdades por detrás do seu nascimento. Dotada de uma inabalável determinação, Ellen sobrevivera a uma infância traumática: a morte da sua própria mãe estava envolta numa aura de mistério e os maus-tratos de que fora vítima às mãos da madrasta haviam-na marcado irremediavelmente. O destino quis que a sua coragem fosse constantemente posta à prova. O tempo encarregou-se de apagar o rumo dos seus passos.

Mas Daisy não desistirá de a encontrar, nem que para tal tenha de renunciar ao amor da sua vida.

 

Uma história surpreendente, de Lesley Pearse, autora de Nunca Me Esqueças.



Rita Mello às 12:04 | link do entrada | comentar
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Uma das escritoras preferidas do público português, Lesley Pearse é autora de uma vasta obra já traduzida para mais de trinta línguas, tendo vendido cerca de três milhões de exemplares. A própria vida da escritora é uma grande fonte de material para os seus romances, quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. Com o apoio da editora Penguin, criou o Women of Courage Award para distinguir mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária. Para além de Procuro-te, na ASA está já publicado com grande sucesso o seu romance Nunca Me Esqueças.



Rita Mello às 12:03 | link do entrada | comentar
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Sexta-feira, 30.10.09


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Rita Mello às 12:35 | link do entrada | comentar | ver comentários (3)
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Quarta-feira, 28.10.09

 

 

Leia os primeiros capítulos de Doces Aromas, de Agnès Desarthe, e responda a esta questão:

Como se chama o restaurante da protagonista?

 

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de  Doces Aromas, de Agnès Desarthe, que a ASA tem para oferecer. A data limite é sábado, dia 31 de Outubro.

Pode ler os primeiros capítulos do livro aqui.

 



Rita Mello às 15:51 | link do entrada | comentar | ver comentários (5)
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Terça-feira, 27.10.09

 

 

Qual foi a inspiração por detrás de Doces Aromas?

Um dia apercebi-me de que passava mais tempo na cozinha do que na secretária a escrever. Despendia cada vez mais energia criativa a preparar pratos elaborados. Vi isso como um sinal e decidi usar os meus talentos culinários no meu novo romance.

Adoro cozinhar, e fazer compras é um processo bastante importante na culinária. Há uma espécie de reverência ligada ao próprio acto de escolher as frutas e os vegetais. Fico num estado muito próximo daquele em que fico quando estou à procura de uma palavra, do equilíbrio perfeito para uma frase.

 

Como conduziu a sua pesquisa?

Não quis fazer nenhuma pesquisa porque quis ser tão ingénua e indefesa como a minha personagem. Precisava de ver os problemas a aparecer ao lado dela, sem saber melhor do que ela qual a solução para eles. Mas posso acrescentar que já cozinhei para sessenta pessoas por dia, almoço e jantar.

 

Qual foi a coisa mais importante que aprendeu ao escrever este livro?

Descobri que não sermos capazes de amar o nosso próprio bebé era um assunto ainda mais tabu do que fazer sexo com um adolescente… mas isso aconteceu quando o livro foi publicado e posso afirmar que foi uma grande surpresa para mim. Tirando esse “assunto da recepção”, não acho que tenha alguma vez aprendido com a escrita. Quanto menos souber, melhor. O objectivo é ter dúvidas, perder, não aprender nada. Começo do zero com cada novo livro.

 

O facto de ser judia sefardita num país com uma longa tradição de anti-semitismo às claras e às escondidas e que tem também uma grande minoria árabe influenciou a sua escrita?

Na verdade sou meio sefardita e meio asquenaze. Cresci num país onde o sentimento de culpa ligado ao Holocausto impedia as pessoas de demonstrarem muito abertamente o seu anti-semitismo. Mas tudo mudou quando tinha vinte e tal anos: este sentimento de culpa foi substituído por um novo, ligado à descolonização e às atrocidades perpetradas pelo exército francês na Argélia. De repente as pessoas sentiram-se livres para dizer coisas como “porca judia” e tinha-se de fingir que não havia nenhum problema com os árabes. É tudo uma questão de sentimentos reprimidos.

A minha avó falava árabe, tal como o meu pai. Sempre senti que éramos uma espécie de árabes.

O facto de pertencer a uma minoria dever ter influenciado de alguma forma a minha escrita, de um modo que não sei dizer.

 

Como é que o facto de morar em Paris afectou a sua escrita?

Não sei bem se o facto de se morar num determinado sítio influencia a forma como uma pessoa escreve. Como escritora não moro em Paris, mas dentro dos meus livros. Mas neste romance, em particular, posso ter sido afectada ao imaginar o restaurante de Myriam pelos novos restaurantes que abriram recentemente na minha zona (entre o terceiro e o décimo primeiro bairro).

 

Como é que Paris afectou a sua vida?

Passo bastante tempo no campo, onde dou longas caminhadas. Isso ajuda a concentrar-me no meu trabalho. Como não gosto de passear em Paris (demasiado barulho, a qualidade do ar é péssima, não tenho terra macia debaixo dos pés), passo muito tempo em casa e cozinho, porque gosto de manter o meu corpo (ou apenas as minhas mãos) ocupado enquanto trabalho nos enredos.

Nunca me vi a mim mesma como parisiense. Nunca me senti tão perto de casa como em Moscovo. De um modo geral, acho que não pertenço a nenhum lado.

 

(Excerto de uma entrevista concedida ao site Paris Through Expatriate Eyes e disponível em www.paris-expat.com/interviews/5-08chez.htm)



Rita Mello às 16:44 | link do entrada | comentar
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Segunda-feira, 26.10.09

 

Quem realizou a adaptação para o cinema de As Vidas Privadas de Pippa Lee?

Rebecca Miller

 

Vencedores:

01 – Daniela Patrícia

10 – Marta Cunha e Castro

25 – Patrícia Vargas

50 – Luís Miguel Sales

100 – Vitória Maria Jerónimo



Rita Mello às 16:39 | link do entrada | comentar | ver comentários (1)
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Rebecca Miller calcula que demorou mais de uma década “a sair do armário” como escritora. Filha do gigante literário Arthur Miller, indiscutivelmente o maior dramaturgo americano de sempre, a prudência dela é talvez compreensível. Como uma jovem escritora, lidar com o que chama de “peso e sombra” da reputação do pai teria, sem dúvida, sido bastante difícil.

Mas, tendo Arhtur Miller e a fotógrafa Inge Morath como pais, era por ventura inevitável que se tornasse numa artista. Depois de terminar o curso na Universidade de Yale na década de 80, ela expôs como pintora, trabalhou como actriz em Hollywood, representando no cinema e na televisão, e tornou-se realizadora, enquanto ia escrevinhando secretamente. “Estava sempre a escrever contos, e pensei que mais valia tentar com que fossem publicados e admitir que escrevia”, afirma a Rebecca Miller.

“Queria ser independente. A pintura, em particular, era algo que pertencia somente a mim. De certa forma, estou contente por ter esperado. Já experimentei muita coisa e talvez tenha tido tempo para melhorar a minha escrita.”

Muitos críticos acham que ela ficou bastante boa; o seu primeiro livro, a colectânea de contos Velocidade Pessoal, foi bem recebido. A editora Canongate afirma que tem “grandes esperanças” no primeiro romance dela, As Vidas Privadas de Pippa Lee, que sai em Abril e será um dos títulos em destaque na Primavera.

Apesar de ser uma escritora assumida e orgulhosa, Rebecca Miller continua com a sua outra paixão artística, a realização. Em 1995, realizou o seu primeiro filme, o bem recebido filme independente Angela, depois de o ter conseguido financiar através da “teimosia, sorte e pura ignorância”. Desde então já adaptou os seus dois primeiros livros para o grande ecrã e vai fazer o mesmo com As Vidas Privadas de Pippa Lee. As filmagens começam no Verão e vai contar com os pesos pesados Robin Wright Penn, Julianne Moore e Winona Ryder nos principais papéis.

Outro actor que já dirigiu foi o seu marido, o galardoado com um Oscar Daniel Day-Lewis, que conheceu em 1995, quando Day-Lewis estava a filmar a versão cinematográfica de As Bruxas de Salem, de Arthur Miller. Rebecca Miller, inteligente, aberta e afável, mostra-se um pouco mais reservada quando lhe pergunto sobre Day-Lewis, mudando sabiamente de assunto. Mas acaba por dizer que moram os dois no tranquilo e rural condado do Wiclow, na Irlanda, com os dois filhos.

Durante o processo de escrita de As Vidas Privadas de Pippa Lee, Rebecca Miller afirma que começou a ver a história numa “dupla visão”. “Quando acabei o livro, achei que tinha o suficiente para fazer um filme. Quase sempre escrevo livros que são livros e filmes que são filmes. Mas a minha curiosidade por estas personagens fez com que as quisesse explorar mais.”

As Vidas Privadas de Pippa Lee centra-se na personagem que dá nome ao título, uma mulher de cinquenta anos que se instalou numa comunidade para reformados com Herb, o seu marido muito mais velho. Aborrecida com a vida na comunidade e assustada pela decrepitude crescente do marido, ela olha para trás para a sua vida e para a sua juventude desperdiçada, as relações tensas com a mãe e os sacrifícios que fez pelos filhos.

Para Rebecca Miller, um dos temas principais do livro é a identidade como um “projecto mutável e em andamento”. “A ideia veio quando, depois de alguns anos, reencontrei uma amiga que era uma jovem rebelde na altura que a conheci. E agora ali estava ela, uma mãe respeitável e uma anfitriã graciosa. E eu não parava de pensar: ‘Como é que isso aconteceu?’”

Depois de concluir a versão cinematográfica de As Vidas Privadas de Pippa Lee, Rebecca Miller vai começar um novo livro. Ela tem pensando também nalguns projectos de filmes, mas admite que conseguir financiar os filmes exigentes que quer realizar é uma tarefa complicada. “Mas não faz mal, porque um dos aspectos maravilhosos sobre o modo como a minha vida está a correr agora é que ninguém me pode tirar a escrita. De uma forma ou de outra, vou sempre contar histórias.”

(Artigo da autoria de Tom Tivnan, publicado na The Bookseller, no dia 10 de Janeiro de 2008)



Rita Mello às 14:10 | link do entrada | comentar
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Obrigada, Tinkerbell (My Imaginarium), por este selinho personalizado


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Sexta-feira, 23.10.09


Rita Mello às 17:10 | link do entrada | comentar | ver comentários (2)
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Quinta-feira, 22.10.09

 

 

Sou uma mentirosa? Sou, pois disse ao meu banco que frequentei a escola de hotelaria e que fiz um estágio de dezoito meses na cozinha do Ritz. Apresentei os diplomas e os contratos que forjara na véspera. Exibi, assim, um BTS [diploma universitário de técnico superior] de gestão, uma bela falsificação. Gosto de viver em situações de risco. Foi o que me deitou a perder, outrora, é o que me leva a vencer, agora. No banco, ficaram encantados. Concederam-me o empréstimo. Agradeci sem hesitar. Uma inspecção médica? Nenhum problema. O meu sangue, o meu precioso sangue, é puro, completamente puro, como se nada tivesse passado por mim.

Serei uma mentirosa? Não, pois sei fazer tudo o que asseguro saber fazer. Manejo as espátulas como um malabarista as suas maças; qual contorcionista, acciono com leveza, e de forma independente, as diferentes partes do corpo: com uma mão, bato um molho, enquanto com a outra separo as claras das gemas e ato uma aumônière [espécie de crepe recheado de ingredientes doces ou salgados, que é dobrado e fechado em forma de bolsa]. É verdade que os adolescentes de lábio superior penugento e rosto salpicado de borbulhas, e cabelo gorduroso escondido debaixo do chapéu de ajudantes de cozinha, podem saber controlar a cor de âmbar de um caramelo definitivamente macio, amanhar um salmonete sem desperdiçar um miligrama de carne e alinhar salsichas como Penélope fazia malha. Mas. MAS! Fechem-nos numa cozinha com cinco garotos aos berros, cheios de fome, que lhes tolhem as pernas e são obrigados a voltar para a escola meia hora mais tarde (um é alérgico a lacticínios, e outro não gosta de nada), lancem os nossos valentes aprendizes neste fosso de crias de leões, com um frigorífico vazio, frigideiras cujo fundo deixa queimar os alimentos, e o desejo de servir aos garotos uma refeição equilibrada, e depois deixem-nos entrar em acção. Observem a obra dos corajosos jovens de faces rosadas e vejam como se desembaraçam.

Tudo o que os seus diplomas consagram, aprendi eu nas minhas vidas. A primeira vida, nos tempos remotos em que fui mãe de família. A segunda, numa época mais recente, quando ganhava o pão na cozinha do circo Santo Salto.

O meu restaurante será pequeno e de preços módicos. Não gosto de coisas complicadas. Chamar-se-á Chez moi, pois é lá que dormirei; não tenho dinheiro que chegue para pagar a renda de um estabelecimento e a de um apartamento.

Os clientes comerão todas as receitas que eu inventar, as que transformar, as que intuir. Não haverá música de fundo – sou demasiado emotiva – e os candeeiros do tecto serão cor de laranja. Já comprei um frigorífico gigante na avenue de la République. Prometeram-me um forno e uma placa de cozinha a preços acessíveis.

«Não se importa se estiver riscada? – De modo nenhum! Eu mesma estou bastante riscada.» O vendedor não se ri. Não sorri. Os homens não apreciam que as mulheres se desvalorizem. Também encomendo uma máquina de lavar louça com capacidade para quinze conjuntos de talheres, é o modelo mais reduzido. «Não será suficiente, afirma o tipo. – É o máximo a que posso atrever-me. Para os primeiros tempos, será suficiente.» O vendedor promete enviar-me clientela. Promete que ele próprio irá jantar um dia ao meu restaurante, sem avisar; para me fazer uma surpresa. Tenho a certeza de que está a mentir, mas é-me indiferente, não me seria agradável cozinhar para ele.

Cozinho com e por amor. Como proceder para gostar dos meus clientes? O luxo da interrogação leva-me a pensar nas prostitutas que, justamente, não têm direito a esse luxo.

Continue a ler os primeiros capítulos de Doces Aromas, de Agnès Desarthe, aqui.



Rita Mello às 15:43 | link do entrada | comentar | ver comentários (2)
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Chove mais no Chocolate para a Alma do que lá fora.... Ainda bem é que são selinhos e não água

Obrigada, Ana (Livros, o Meu Vício), A. e B. (Leituras de A a B) e Lia (Gosto de Ti Livro).


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Rita Mello às 15:32 | link do entrada | comentar | ver comentários (4)
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Quarta-feira, 21.10.09

 

 

Para os apreciadores de Chocolate, de Joanne Harris, e de Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel, Doces Aromas reserva os sabores e os odores imprescindíveis ao romance… e a uma boa mesa.

 

Myriam é uma alma errante. Uma mulher contraditória cujo passado esconde memórias dolorosas e segredos inconfessáveis. Ela não faz a mínima ideia de como se gere um negócio quando decide abrir um restaurante num bairro calmo de Paris, mas, armada apenas com o seu amor pela culinária, está decidida a tentar. Inspirada pelos aromas e sabores de Paris, Myriam aposta tudo nesta nova aventura. Mal conseguindo pagar a renda, dorme às escondidas na sala de jantar enquanto tenta lidar com as recordações do passado e os sonhos que acalenta para o futuro. Mas, pouco a pouco, os seus pratos deliciosos atraem os vizinhos e Myriam apercebe-se de que pode ter-lhe sido dada uma segunda oportunidade na vida e no amor.

 



Rita Mello às 10:27 | link do entrada | comentar | ver comentários (4)
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“Este livro vai abrir-lhe o apetite. Não podemos comê-lo mas podemos lê-lo. Está recheado de saborosos prazeres e tem zero calorias.”
Elle

 

“Um dos romances mais saborosos do ano.”
Lire

 

“Leiam Doces Aromas. Nos seus aromas a coentros, respiramos o perfume do desejo, essa força subversiva.”
Le Nouvel Observateur

 

“Um verdadeiro banquete de palavras, de sabores, de poesia, de delicadeza, de inteligência, de humor, mas também de seriedade.”
Le Monde

 

“Um livro que atrai o leitor como o aroma de uma caçarola ao lume.”
Financial Times

 

“Este livro encantador é como um cassoulet a borbulhar de descrições exuberantes e deliciosas de culinária e observações sinceras sobre a vida.”
Publishers Weekly

 

Agnès Desarthe sabe ser séria e alegre, profunda e ligeira, e compor uma deliciosa salgalhada de personagens tragicómicas. O modo como tempera cada uma das suas frases, cada um dos seus capítulos com uma mestria culinária faz-nos redescobrir com subtileza o sabor de cada palavra.”
Télérama

 

“Uma história deliciosa.”
Easy Living



Rita Mello às 10:27 | link do entrada | comentar
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Agnès Desarthe nasceu em Paris, em 1966. Para ela o francês é como uma língua estrangeira, já que em casa falava árabe, russo e iídiche. Começou como tradutora e escreveu depois livros para crianças e adolescentes, romances, canções, argumentos e peças de teatro. Vencedora do Prémio Livre Inter em 1996 com Un secret sans importance, Agnès Desarthe viu o seu livro Doces Aromas ser nomeado para o Prémio Renaudot em 2006.

 

Para mais informações sobre a autora consulte o site www.agnesdesarthe.com



Rita Mello às 10:26 | link do entrada | comentar
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Terça-feira, 20.10.09

 

 

 

Quem realizou a adaptação para o cinema de As Vidas Privadas de Pippa Lee? 

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de As Vidas Privadas de Pippa Lee, de Rebecca Miller, que a ASA tem para oferecer. A data limite é sexta-feira, dia 24 de Outubro.



Rita Mello às 14:38 | link do entrada | comentar | ver comentários (1)
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Rita Mello às 14:08 | link do entrada | comentar
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Sexta-feira, 16.10.09

 

 

Como se chama a tia cruel das irmãs Hannah e Julie?

Marian Beecham

 

Vencedores:

01 – Neusa do Vale

10 – Paula Marques

25 – Paula Pires

50 – Raquel Sofia Santos

100 – José Rodrigues



Rita Mello às 17:15 | link do entrada | comentar | ver comentários (4)
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RUGAS VILLAGE

 

Pippa tinha de admitir: a casa agradava-lhe.

Explicaram-lhes que aquela era uma das moradias mais recentes. Tinha máquina de lavar louça, máquina de lavar roupa, máquina de secar roupa, microondas, forno eléctrico, tudo novo. Alcatifa nova, fossa séptica, telhado. No entanto, o chão da cave tinha uma racha no cimento e algumas das juntas dos azulejos da casa de banho estavam a ficar negras de bolor. Sinais de decadência, como numa velha boca com reluzentes coroas coladas aos cotos dos dentes, pensou Pippa. Perguntou-se quantas pessoas teriam morrido naquela casa. Marigold Village, condomínio residencial para seniores: um prelúdio do Céu. Ali, não faltava nada: piscina, restaurantes, pequeno centro comercial, bomba de gasolina, loja de macrobiótica, aulas de ioga, courts de ténis, enfermeiros. Havia um psicólogo de serviço, dois conselheiros matrimoniais, um terapeuta sexual e um herbanário. Clube de leitura, clube de fotografia, clube de jardinagem, clube de miniaturas de barcos. Uma pessoa podia fazer tudo ali dentro, sem nunca ter de sair. Pippa e Herb haviam-se deparado pela primeira vez com Marigold Village há vinte anos, quando regressavam à sua casa de praia, em Long Island, depois de um almoço com amigos no Connecticut, tinha Pippa acabado de fazer trinta anos, e Herb, sessenta. Herb enganara-se no caminho e deram por si numa estreita rua serpenteante, ladeada de aglomerados de casas térreas castanho-acinzentadas. Eram cinco horas da tarde, num dia de Abril; a luz do entardecer lançava um tom dourado e difuso sobre os relvados impecavelmente tratados. As casas pareciam todas iguais; à entrada de cada caminho de acesso comum, havia uma colmeia de caixas do correio numeradas. Alguns dos números eram da ordem dos milhares. Herb convencera-se de que bastava virar duas vezes à esquerda e uma à direita para voltarem para a estrada principal, mas parecia que cada curva os sugava ainda mais para o interior do condomínio.

– É como nos contos de fadas – disse Pippa.

– Quais contos de fadas? – perguntou Herb, numa voz exasperada. Pippa tinha a mania de ver poesia em tudo. Ninguém como ela para transformar o facto de se terem perdido num bairro residencial numa história saída da imaginação dos Irmãos Grimm.

– Aqueles – explicou ela – em que há umas crianças que entram numa floresta e, de repente, tudo se transforma à sua volta, todos os pontos de referência da paisagem mudam por magia, e elas perdem-se, e depois aparece sempre uma bruxa qualquer pelo meio.

As árvores esconderam o que restava do sol. A luz esmoreceu.

– Pelo menos uma bruxa poderia dar-nos indicações para sairmos daqui – resmungou Herb, virando o volante, que, nas suas mãos enormes, parecia um brinquedo.

– Acho que já é a segunda vez que passamos por aquela fonte – disse ela, olhando para trás.

Depois de mais vinte minutos às voltas, foram parar à bomba de gasolina de Marigold. Um adolescente simpático, de farda azul-marinha, indicou-lhes o caminho. Era tão simples: bastava virar duas vezes à direita e depois à esquerda. Herb nem conseguia acreditar que não tinha sido capaz de chegar àquela conclusão. Passados uns dias, quando souberam que Marigold Village era um condomínio para reformados, riram-se. Rugas Village, era assim que lhe chamavam as pessoas da zona. «Andámos tanto tempo às voltas», dizia Herb sempre que contava a história, «que estávamos a ver que chegávamos à idade da reforma e já nem valia a pena sairmos de lá.»

A história teve ainda mais piada quando foi contada na festa que Pippa deu para inaugurar a casa, no terceiro sábado depois de se terem mudado para Marigold Village. Muitos dos seus amigos mais chegados encontravam-se presentes para, desconcertados, comemorarem com eles a sua nova vida no condomínio.

Leia mais... )



Rita Mello às 14:09 | link do entrada | comentar
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Quinta-feira, 15.10.09

 

Por detrás de um único nome, escondem-se muitas vidas.

De quais abdicamos em troca de uma promessa de felicidade?

 

 

Pippa é a mulher perfeita. Os seus amigos consideram-na uma das pessoas mais graciosas, bonitas e estimulantes que alguma vez conheceram. Embora o seu passado esconda uma infância problemática, uma tumultuosa entrada na idade adulta e muitas escolhas difíceis, Pippa parece finalmente viver uma vida de sonho. É casada com um editor de sucesso e mãe de dois filhos. Vive numa casa irrepreensível em Manhattan e passa férias na sua moradia de luxo, à beira-mar. Tudo muda no dia em que o marido decide que está na altura de saírem de Nova Iorque com destino a um condomínio residencial para idosos, “uma medida preventiva contra a sua decrepitude”. Ele tem 80 anos mas Pippa apenas 50. Subitamente, a mulher que foi em tempos verdadeiramente selvagem e impetuosa dá por si a viver uma vida tipicamente suburbana. Por entre o zumbido de cortadores de relva, trocas de receitas e afazeres domésticos, ela começa a interrogar-se: como é que vim parar a este lugar?

 

Retrato acutilante das múltiplas facetas que cada pessoa encerra, As Vidas Privadas de Pippa Lee está actualmente a ser adaptado ao cinema com interpretações de Robin Wright Penn, Blake Lively, Winona Ryder, Julianne Moore, Monica Bellucci e Keanu Reeves.



Rita Mello às 16:12 | link do entrada | comentar
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“Excelente.”
The Guardian

 

“Uma das melhores estreias do ano.”
Literary Review

 

“Rebecca Miller explora com perspicácia as consequências imprevisíveis de se escolher viver uma vida segura mas emocionalmente comprometida.”
Daily Mail

 

“Contemplar estas múltiplas facetas de Pippa é como abrir uma série de bonecas russas, cada uma delas intricadamente trabalhada, independente e reveladora.”
The Observer

 

“A prosa de Rebecca Miller é firme e envolvente; move-se ao seu próprio ritmo acelerado e está recheada de imagens que “abrem” o texto, revelando as águas sombrias que correm por baixo.”
The Times

 

“Um estudo mordaz e elegante sobre papéis e reinvenções.”
Tatler

 

“Um romance único, como a própria Pippa.”
San Francisco Chronicle

 

“Extraordinário.”
Psychologies

 

“Um livro extremamente agradável e cativante.”
The Sunday Telegraph

 

“Poderoso, divertido e inteligente.”
Financial Times


“Uma escritora talentosa e bastante visual.”
The New York Times



Rita Mello às 16:07 | link do entrada | comentar
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Rebecca Miller começou a sua carreira como pintora, tendo apenas mais tarde sido tentada pela realização e a escrita. Escreveu e realizou Velocidade Pessoal (Grande Prémio do Júri no Festival de Sundance em 2002), bem como A Balada de Jack e Rose e Angela. As Vidas Privadas de Pippa Lee foi transposto pela autora para o grande ecrã,  num filme produzido por Brad Pitt e protagonizado por Robin Wright Penn, Winona Ryder, Julianne Moore, Monica Bellucci, Blake Lively e Keanu Reeves

 



Rita Mello às 16:04 | link do entrada | comentar
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Obrigada Ana (Livros, O Meu Vício) por estes selinhos. E obrigada também, Lia (Gosto de Ti Livro), pelos dois selos de hoje (actualizei os posts com os selos Nota 10 e Um Doce para a Alma).

Vou contornar um bocadinho as regras e vou passá-los para às leitoras e leitores do blogue. No entanto vou responder ao questionário:

 

Mania: Muitas…
Pecado capital: Preguiça…
Melhor cheiro do mundo: A mistura de aromas no ar
em Bali
Se
o dinheiro não fosse problema: Ia conhecer todos os países do mundo
Historia de Infância: O Feiticeiro de Oz
Habilidade como dona de casa: Cozinhar
O que não gosta de fazer em casa: Limpezas
Frase preferida: “Preocupamo-nos muito com o que não temos e pouco com o que temos”

Passeio para o corpo: À beira-mar, ao fim do dia
Passeio para a alma: Pelo mundo
O que me irrita: Hipocrisia
Frases ou palavras que uso muito: Olá!
Palavrão mais usado: Não posso dizer…
Vou aos arames quando: Quando me dizem que não vale a pena

Talento oculto: Os meus talentos até para mim são ocultos
Não importa que seja moda, eu não usaria: Chumaços e calças à boca-de-sino
Queria ter nascido a saber: Tudo!

 

Actualização no dia 16 de Outubro: Obrigada, Laelany (Chá da Meia-Noite), pelos dois selinhos em baixo.

 


Arquivado em:

Rita Mello às 15:38 | link do entrada | comentar
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joanneharris@sapo.pt














































































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