Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

O tricô está em alta! Uma antiga tradição recuperada tanto por estrelas de cinema e adolescentes como por mulheres com carreiras de sucesso. Há algo de extremamente relaxante e aliviador do stress no som de agulhas a tricotar – até conseguimos sentir a tensão no cérebro a desvanecer.

 
O meu objectivo com o romance foi o de fornecer uma pausa relaxante às leitoras partilhando o mundo imaginário da Walker & Filha, uma loja de lã aninhada no movimentado Upper West Side de Nova Iorque. É aí que as leitoras podem pôr de lado as suas preocupações, desfrutando da companhia da Georgia Walker, uma mãe solteira e a dona da loja, a sua jovem filha Dakota, a amiga Anita, que é como se fosse a avó da família, e um punhado de mulheres inteligentes, divertidas e duras, que compõem O Clube de Tricô de Sexta à Noite.
 
Acima de tudo, encaro este romance como se fosse uma história de relações; o tricô serve como uma metáfora para a vida e o clube como um fio condutor para aproximar um grupo bastante diferente de personagens, cada uma com as suas próprias esperanças e desafios. Quando se está numa cidade tão grande e movimentada como Nova Iorque, é muito fácil perdermo-nos na multidão. E é, desta forma, que a loja de lãs se torna, para cada uma das personagens, num lugar de tranquilidade. Elas sabem que podem simplesmente inspirar profundamente e deitar tudo cá para fora quando lá estão. Todas nós precisamos de um lugar assim, de um grupo de amigas ao virar da esquina. E assim, inspirei-me em algumas experiências pessoais bastante enriquecedoras, uma vez que tive a sorte de ter, na minha vida, amigas assim. Por exemplo, ainda me dou muito bem com o mesmo grupo de raparigas com quem me dava na minha antiga escola na pequena cidade canadiana de onde sou oriunda. E ainda me dou também com o mesmo grupo de mulheres que conheci quando trabalhava na Redbook. Tornou-se difícil encontrarmo-nos todas porque vivemos longe umas das outras, mas ainda encaramos os nossos encontros como uma prioridade. Porquê? Porque a verdadeira amizade é algo raro e que temos de estimar. Por isso, quando me sentei em frente ao computador e me pus a escrever este romance, peguei em todas estas coisas – a riqueza das relações de amizade na minha vida, a recordação das minhas avós tricotadeiras e o meu amor por Nova Iorque – para construir aquilo que espero que seja o mundo caloroso e acolhedor de O Clube de Tricô de Sexta à Noite.
 
Espero que dêem uma vista de olhos.

 



publicado por Rita Mello às 16:50 | link do entrada | comentar | favorito

2 comentários:
De ines a 4 de Fevereiro de 2009 às 02:11
encontrei este blog por acaso...e gostei imenso!
como tricotadeira compulsiva que sou, desde miuda.
acho fantastico haver grupos de convivo para a pratica da "modalidade"!
quanto a mim, nao conheço mais ninguem da minha idade que o faça.
tenho ate um blog, com um menu para as varias "colecçoes" das minhas peças!
http://eig-fashion.blogspot.com
mais que uma terapia, ou anti-stress...é um vicio terrivel!! loool
que eu recomendo vivamente!
beijinhos!


De Rita Mello a 4 de Fevereiro de 2009 às 10:25
Obrigada!
Ora aí está uma boa oportunidade para criar um clube de tricô como o do livro da kate Jacobs


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