Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Com um suspiro de tristeza separo-me dos maravilhosos odores o banho e embrulho-me numa toalha áspera de tão limpa. O meu corpo absorve o contacto e volta a ser inundado pelo desejo de outro contacto, quente, humano. Um contacto que penetraria no sangue através dos poros da pele, uma pele agora livre do pó e do suor, mais receptiva à corrente cósmica do desejo e às suas vibrações veiculadas pela poluição urbana. Ninush está atrasada, naturalmente, e vou ter de prescindir dos seus bons conselhos na escolha do vestido.

 

O meu corpo opulento transborda como o de uma antiga deusa da fertilidade. Tenho de recuar um passo para que todas as minhas curvas se reflictam no espelho estreito do armário. Afasto a ferroada de dor – as palavras de Amikam naquela noite fatal em que me anunciou ter decidido cancelar o nosso casamento e despedir-se de mim para sempre.

 

Até hoje me envergonho ao lembrar-me de como chorei e rastejei aos pés dele pelos ladrilhos do apartamento que o kibutz pusera à sua disposição, entre as paredes cobertas de máscaras africanas e de tapetes afegãos e as estantes cheias de livros da editora Am Oved, de estatuetas de marfim e cinzeiros feitos com as mãos embalsamadas de infelizes gorilas. Gemi promessas de dietas, de operações para encurtar os intestinos, de banda gástrica, de obstrução dos maxilares e então talvez, sim, talvez então ele concordasse em esperar, e ele acenava com a cabeça, «Talvez, Lili, talvez então», embora ambos soubéssemos que a natureza do meu corpo era tal que recusaria qualquer intervenção externa e que não havia jejum capaz de o libertar das suas dimensões, como se, no seu interior, algo secreto, sombrio, aspirasse sempre a tornar-se maior e mais largo, e se erguesse obstinadamente contra todas as minhas tentativas para o reduzir.

 

Leia mais aqui.



publicado por Rita Mello às 16:31 | link do entrada | comentar | favorito

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

É irresistível a protagonista de Lili la Tigresse, o último romance da ucraniana Alona Kimhi, que vive desde 1972 em Israel, onde é famosa pelos seus bestsellers traduzidos em diversas línguas. A sua Lili leva uma existência semelhante a todas as jovens gordas numa qualquer cidade do mundo ocidental, entre a fantasia de uma vida diferente e a frustração quotidiana. As suas amigas magras Ninush e Micaela não são mais felizes do que ela: uma presa a um homem violento e a outra com a esperança de conseguir deixar de viver na miséria. Mas, um dia, um antigo amante japonês, agora transexual, oferece a Lili um tigre bebé. E o contágio do mundo selvagem e ancestral – que está por detrás de todos nós – vai ser fatal.

 

Lili é uma grande personagem: intensa, complexa e a transbordar de vida. Porque escolheu uma personagem gorda?

 

Porque ser-se gorda representa, para a mulher, o máximo da vulnerabilidade. Uma mulher gorda como ela é sensível, hiperemocional, extra-sensual, escrava de desejos masoquistas. É uma hedonista cheia de vergonha, incapaz de corresponder aos requisitos mínimos da civilização, que impõe o sublime e disfarça todos os de instintos. Em Telavive, as mulheres também passam por maus bocados. Há uma grande dissonância no meu país em relação à imagem da mulher israelita, dura e quase agressiva – a mulher-soldado, a feminista ocidental transplantada para o Oriente primitivo –, e a sua essência mais autêntica: uma cidadã de segunda classe num Estado, Israel, com a pretensão de pertencer ao Ocidente. A obsessão permanente da sobrevivência e, desse modo, a importância que é dada à segurança e à política externa não permitem a Israel investir energia e recursos nas minorias, mulheres incluídas.

 

A cena de sexo entre Taro e Lili é bastante anticonvencional, algo muito raro quando se escreve sobre sexo.

 

Sou uma grande apoiante do distanciamento quando escrevo. E isso é ainda mais importante numa cena de sexo, que não é uma confissão pessoal. Assim posso ser precisa, verdadeira, original, mantendo no entanto o controlo total. Essa cena é o meu presente para o leitor, e é ele quem deve identificar-se, envolver-se e excitar-se, e não eu, que escrevo.

 

Como teve a ideia do tigre bebé?

 

Fui muito influenciada pelos livros de Angela Carter, pelo seu modo de inserir o fantástico numa narração realista, que não é uma prerrogativa exclusiva do realismo mágico sul-americano. Também eu procuro fundir esse mundo fantástico e exuberante na realidade quotidiana israelita. Veio-me agora à mente uma história que se passou há alguns anos, quando o Circo Medrano ofereceu tigres bebés, causando um grande escândalo.

 

(Artigo da autoria de Monica Capuani publicado na D – La Repubblica delle Donne)



publicado por Rita Mello às 12:28 | link do entrada | comentar | favorito

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Lili é uma mulher extremamente emocional e assustadoramente sensível.

Lili é uma mulher exuberante, intensa e excessiva.

Lili pesa 112 quilos e vive sozinha desde que o seu noivo, assustado com semelhante peso, anulou o casamento à última hora.

Ninush é magra mas igualmente infeliz, condição para a qual o seu namorado – Léon – contribui activamente. O ciumento Léon, que enriqueceu graças à invenção de collants eléctricos contra a celulite, está decidido a proteger Ninush de tudo e todos… nem que para tal tenha de usar métodos musculados.

Estas duas solitárias tornam-se inseparáveis. Ou melhor, quase inseparáveis. Numa noite em que Léon proíbe Ninush de sair de casa, Lili decide ir sozinha ao circo. Atónita, descobre que o domador de feras é nada mais nada menos do que Taro, o japonês que lhe tirou a virgindade na casa de banho de um Boeing 737. Taro está de regresso ao Japão, mas antes de partir oferece-lhe algo surpreendente: um tigre bebé. Face a um mundo desconhecido, selvagem e ancestral, a vida de Lili e de todos quantos a rodeiam vai mudar para sempre.

Excêntrico e extravagante, Lili la Tigresse impõe Alona Kimhi na cena literária internacional como uma das mais originais escritoras da sua geração.



publicado por Rita Mello às 16:31 | link do entrada | comentar | ver comentários (7) | favorito

Lili la Tigresse é o novo romance da israelita Alona Kimhi (Edições Asa, que já tinham lançado Susana em Lágrimas, uma história imperdível). Kimhi é um perigo: escreve bem, é belíssima e gosta de Portugal. E o livro merece.”

Francisco José Viegas, Correio da Manhã
 
“Um romance maravilhoso sobre a inquietante estranheza do ser.”
Le Magazine Littéraire
 
“Divertido e delirante, Lili la Tigresse conduz o leitor de surpresa em surpresa.”
Livres Hebdo
 
“Uma pérola de virtuosismo de Alona Kimhi, que tanto está à vontade na truculência como na fantasia.”
Lire
 
“Uma prosa irónica, quase sádica… Maravilhosamente divertida, neuroticamente lúcida e narrativamente eloquente.”
Die Welt
 
“Irresistível… Lili é uma grande personagem: intensa, complexa e a transbordar de vida.”
D – La Repubblica delle Donne


publicado por Rita Mello às 16:30 | link do entrada | comentar | favorito

Alona Kimhi nasceu em Lvov, na Ucrânia, em 1966 e emigrou para Israel com a família quando tinha seis anos. Estudou Teatro e trabalhou como actriz, jornalista, argumentista, dramaturga e encenadora. Susana em Lágrimas, o seu primeiro romance, foi um bestseller mundial, tendo sido publicado pela ASA e galardoado com o Prémio Bernstein para o melhor romance de Israel em 1999 e o Prémio WIZO em 2002. Alona Kimhi venceu ainda o Prémio do Primeiro-Ministro de Israel em 2001.



publicado por Rita Mello às 16:29 | link do entrada | comentar | favorito

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009


publicado por Rita Mello às 16:03 | link do entrada | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009


Por que está Ram, um pobre empregado de mesa de Bombaim, na prisão?


a) Esmurrou um cliente
b) Bebeu demasiado whisky
c) Roubou dinheiro da caixa
d) É o vencedor do maior prémio de sempre de um concurso televisivo

A resposta certa é a alínea d).

Ram foi preso por responder correctamente às doze perguntas do concurso televisivo Quem Quer Ser Bilionário?.

Porque um pobre órfão que nunca leu um jornal ou foi à escola não pode saber qual é o mais pequeno planeta do sistema solar ou o título das peças de Shakespeare. A não ser que tenha feito batota.

Mas a verdade é que foi a própria vida a fornecer-lhe as respostas certas às dozes perguntas cruciais. Desde o dia em que foi descoberto num caixote do lixo que Ram revela instintos de sobrevivência infalíveis e aparatosamente criativos. Espantando uma audiência de milhões, serve-se dos seus conhecimentos de rua para arranjar respostas não só para o concurso televisivo mas também para a própria vida.

Na história do jovem Ram concentra-se toda a comédia, a tragédia, a alegria e a amargura da Índia moderna.


publicado por Rita Mello às 14:47 | link do entrada | comentar | ver comentários (2) | favorito

Fui preso. Por ter ganho um concurso de perguntas e respostas. Vieram buscar-me ontem à noite, já tarde, quando até os cães vadios tinham ido dormir. Arrombaram-me a porta, algemaram-me e arrastaram-me até ao jipe que me esperava com uma luz vermelha a acender e a apagar.

 
Não houve rebuliço nem alarido. Não houve um único residente que se desse ao incómodo de abandonar a barraca onde dormia. Apenas o velho mocho pousado na árvore de tamarindo piou quando fui preso.
 
Em Dharavi, as detenções são tão vulgares como os carteiristas nos comboios locais. Não se passa um único dia sem que um desgraçado seja levado até à esquadra da polícia. Alguns têm de ser levados de rastos pelos guardas, aos gritos e aos pontapés. Também há os que vão calmamente. Os que sabem e, se calhar, até estão à espera da chegada da polícia. Para esses, a chegada do jipe com o farol vermelho intermitente chega a ser um alívio.
 
Em retrospectiva, talvez devesse ter berrado e esperneado. Talvez devesse ter protestado a minha inocência, feito um tremendo alarido, galvanizado a vizinhança. Não que servisse de muito. Mesmo que tivesse conseguido acordar alguns moradores, eles não mexeriam um dedo para me defender. Teriam observado o espectáculo com os olhos ramelosos e feito um comentário trivial como «Lá vai mais um», depois bocejavam e voltavam a adormecer rapidamente. A minha partida do maior bairro de lata de toda a Ásia não ia alterar em nada as suas vidas. De manhã, a bicha para a água seria igual, como seria igual o frenesim diário para apanhar a tempo o comboio das sete e meia.
 
Nem sequer se preocupariam em saber qual o motivo da minha detenção. Agora que penso nisso, quando os dois polícias me entraram pela barraca dentro, nem sequer eu o fiz. Quando toda a existência de um tipo é «ilegal», quando se vive no limiar da penúria num baldio urbano onde se disputa cada palmo de espaço e se tem de fazer bicha mesmo para cagar, a prisão contém em si uma certa inevitabilidade. Um tipo fica condicionado a acreditar que um dia vai haver um mandado de captura com o seu nome lá escarrapachado e que acabará por vir um jipe com um farol vermelho intermitente para o levar.
 
Vai haver quem diga que eu estava a pedi-las. Por ter metido o nariz naquele concurso de perguntas e respostas. Vão apontar-me um dedo acusador e lembrar-me o que os mais velhos de Dharavi costumam dizer acerca de nunca se transpor a linha divisória que separa os ricos dos pobres. Ao fim e ao cabo, porque é que um criado sem cheta havia de ir participar num concurso cultural? O cérebro não é um órgão que estejamos autorizados a usar. O que esperam de nós é que usemos unicamente as mãos e as pernas.
 
Continue a ler Quem Quer Ser Bilionário? aqui.


publicado por Rita Mello às 14:46 | link do entrada | comentar | favorito

“Uma história brilhante – colossal, vibrante e caótica como a própria Índia… Imperdível.”

The Observer
 
“A divertida e comovente odisseia de Ram explora as causas do Bem e do Mal e ilustra como, com alguma sorte, os melhores conseguem por vezes vencer.”
Booklist
 
“Uma história fantástica.”
The Times
 
“Esplêndido!”
Newsweek
 
“Uma estreia imaginativa.”
Publishers Weekly
 
“Uma mistura de realismo, Bollywood e crítica da sociedade e dos media, num romance bem-sucedido sobre um rapaz extremamente sortudo.”
Berlingske Tidende
 
“Encantador.”
Newsweek
 
“Um surpreendente novo talento.”
The Times of India
 
“Excitante.”
The Sunday Express
 
Quem Quer Ser Bilionário? é encantador, angustiante e divertido. Uma história fascinante.”
The Sunday Tribune
 
“Vikas Swarup é um escritor talentoso.”
Daily Mail
 
“Um romance divertido e bem-sucedido.”
Politikens
 
“Uma estreia divertida.”
Christian Science Monitor
 
“Uma mistura extremamente bem-sucedida de sátira e intriga.”
Independent
 
“Os elementos universais da existência humana – amor, ganância, amizade, dor, vingança, intolerância – estão presentes nesta história inteligente e extremamente comovente que mistura tragédia e comédia.”
USA Today


publicado por Rita Mello às 14:46 | link do entrada | comentar | favorito

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

O tricô está em alta! Uma antiga tradição recuperada tanto por estrelas de cinema e adolescentes como por mulheres com carreiras de sucesso. Há algo de extremamente relaxante e aliviador do stress no som de agulhas a tricotar – até conseguimos sentir a tensão no cérebro a desvanecer.

 
O meu objectivo com o romance foi o de fornecer uma pausa relaxante às leitoras partilhando o mundo imaginário da Walker & Filha, uma loja de lã aninhada no movimentado Upper West Side de Nova Iorque. É aí que as leitoras podem pôr de lado as suas preocupações, desfrutando da companhia da Georgia Walker, uma mãe solteira e a dona da loja, a sua jovem filha Dakota, a amiga Anita, que é como se fosse a avó da família, e um punhado de mulheres inteligentes, divertidas e duras, que compõem O Clube de Tricô de Sexta à Noite.
 
Acima de tudo, encaro este romance como se fosse uma história de relações; o tricô serve como uma metáfora para a vida e o clube como um fio condutor para aproximar um grupo bastante diferente de personagens, cada uma com as suas próprias esperanças e desafios. Quando se está numa cidade tão grande e movimentada como Nova Iorque, é muito fácil perdermo-nos na multidão. E é, desta forma, que a loja de lãs se torna, para cada uma das personagens, num lugar de tranquilidade. Elas sabem que podem simplesmente inspirar profundamente e deitar tudo cá para fora quando lá estão. Todas nós precisamos de um lugar assim, de um grupo de amigas ao virar da esquina. E assim, inspirei-me em algumas experiências pessoais bastante enriquecedoras, uma vez que tive a sorte de ter, na minha vida, amigas assim. Por exemplo, ainda me dou muito bem com o mesmo grupo de raparigas com quem me dava na minha antiga escola na pequena cidade canadiana de onde sou oriunda. E ainda me dou também com o mesmo grupo de mulheres que conheci quando trabalhava na Redbook. Tornou-se difícil encontrarmo-nos todas porque vivemos longe umas das outras, mas ainda encaramos os nossos encontros como uma prioridade. Porquê? Porque a verdadeira amizade é algo raro e que temos de estimar. Por isso, quando me sentei em frente ao computador e me pus a escrever este romance, peguei em todas estas coisas – a riqueza das relações de amizade na minha vida, a recordação das minhas avós tricotadeiras e o meu amor por Nova Iorque – para construir aquilo que espero que seja o mundo caloroso e acolhedor de O Clube de Tricô de Sexta à Noite.
 
Espero que dêem uma vista de olhos.

 



publicado por Rita Mello às 16:50 | link do entrada | comentar | ver comentários (2) | favorito

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Para quem foi contagiada pela febre do tricô, deixo aqui algumas sugestões de blogues e sites, onde podem transformar esta paixão numa forma de convívio à boa maneira de O Clube de Tricô de Sexta à Noite:

www.walkeranddaughter.com

www.ravelry.com

http://tricotadeirasdeoeiras.blogspot.com

http://groups.yahoo.com/group/tricot_porto

http://tricotadeira.wordpress.com

http://aervilhacorderosa.com

www.microrevolt.org

http://tricotseixal.wordpress.com


publicado por Rita Mello às 16:48 | link do entrada | comentar | ver comentários (2) | favorito

arquivos

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

tags

a arte de amar

a casa do lago

a crítica

a herança

a leste do sol

a melodia do amor

a menina na falésia

a noiva italiana

agatha christie

agnès desarthe

agridoce

alice hoffman

alona kimhi

annie murray

anthony capella

as meninas dos chocolates

as raparigas da villa

as regras da sedução

as vidas privadas de pippa lee

autobigrafia

barbara e stephanie keating

barbara taylor bradford

bernardine kennedy

bernhard schlink

biografia

casamento de conveniência

chimamanda ngozi adichie

chris cleave

cinema

coleção crime à hora do chá

concurso

confissões ao luar

corações sagrados

crítica

crónica de paixões & caprichos

daniel mason

divorciada aos 10 anos

doces aromas

documentos

domenica de rosa

elizabeth edmondson

entrevista

esther freud

excerto

filme

jaycee dugard

jean sasson

joanne harris

jogos de sedução

julia gregson

julia quinn

kate jacobs

katherine webb

kunal basu

lesley pearse

lições de desejo

lili la tigresse

lucinda riley

madeline hunter

mary balogh

mil noites de paixão

natasha solomons

nicholas sparks

nicky pellegrino

nojoud ali

nunca digas adeus

nunca me esqueças

o clube de tricô de sexta à noite

o português inquieto

o segredo de sophia

os ingredientes do amor

os pecados de lord easterbrook

paullina simons

pequena abelha

prémios

procuro-te

quem quer ser bilionário

rani manicka

razões do coração

rebecca miller

roopa farooki

sam bourne

sarah dunant

segue o coração – não olhes para trás

seis suspeitos

sinopse

susanna kearsley

teu para sempre

top

trailer

trilogia langani

um verão em siena

uma carta inesperada

uma casa de família

uma noite de amor

uma vida ao teu lado

vida roubada

vídeo

vikas swarup

w bruce cameron

todas as tags

subscrever feeds