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CHOCOLATE PARA A ALMA – LER NÃO ENGORDA

CHOCOLATE PARA A ALMA – LER NÃO ENGORDA

10
Mar09

O LIVRO DE RECEITAS DE SHONA – DICAS ÚTEIS DA PIOR COZINHEIRA DO MUNDO

Rita Mello

Tendo sido persuadida pelo ginecologista a abandonar a dieta restritiva que impusera anteriormente a Parvez, preparara-lhe na noite anterior o prato preferido dele, koftas de borrego, desta vez apenas levemente esturricadas, e talvez com um pouco de alho a mais. Os cozinhados de Shona não tinham melhorado muito, embora Parvez nunca se queixasse e até a felicitasse pelos seus esforços na cozinha. Como resultado disso, ela tinha começado a pensar que os seus cozinhados eram agora aceitáveis e como bónus pôs-lhe duas das koftas menos queimadas ao lado dos ovos estrelados, com muito molho da frigideira para ensopar a torrada.


– Mmm, cheira bem, Goldie – mentiu Parvez, fitando com tristeza os seus ovos estrelados bastante aceitáveis, mas totalmente arruinados pela adição de
koftas queimadas e pedaços negros de carvão a boiar num molho gorduroso.


(Retirado de Agridoce)

 

 

Shona Kharim: As pessoas pensam que fazer ovos estrelados é fácil, mas não é. Os ovos mexidos é que são fáceis – fáceis de fazer, porque não é nada fácil raspar os restos da frigideira, sendo que a máquina de lavar parece que solda ainda mais os pedaços à frigideira. O truque dos ovos estrelados é não deitar muito óleo no início, porque o óleo pode saltar, nem deitar pouco óleo, se não os ovos ficam colados à frigideira. E o lume deve ser brando – se estiver muito forte a parte de baixo fica queimada antes que a parte de cima fique pronta. Uma tampa ajuda a cozinhá-los bem e o truque está em usar uma colher de chá para deitar um bocado de óleo por cima das gemas para não se esborracharem com tanta facilidade. Tive sempre muito orgulho dos meus ovos estrelados; são uma das poucas coisas que consigo fazer de forma aceitável.

 

05
Mar09

"O MEU RABO PARECE GRANDE NESTAS CALÇAS?" – ENTREVISTA COM ROOPA FAROOKI

Rita Mello

 

Agridoce é sobre o impacto que as mentiras podem ter nas relações familiares. Na sua opinião, uma mentira pode ser positiva?
Às vezes temos de mentir para sermos educados, e é por isso que existe apenas uma resposta aceitável para a pergunta: “O meu rabo parece grande nestas calças?”

 

Pensa que a mentira desempenha um papel preponderante nas culturas dos imigrantes do Paquistão e Bangladesh?
Penso que muitas famílias de imigrantes do Paquistão e do Bangladesh ainda lutam com uma disparidade entre os seus valores orientais e islâmicos e os da sociedade ocidental onde escolheram viver, na medida em que comportamentos tradicionalmente “inaceitáveis” como a homossexualidade, o namoro, a bebida e o jogo não são abertamente aceites pela primeira geração, forçando os membros mais jovens e mais ocidentalizados da família a mentirem. Dito isto, em Agridoce, os conflitos morais das personagens, que os conduzem à mentira, não são resultado de dilemas religiosos ou choques culturais, mas devem-se antes às suas próprias emoções muito pessoais e ambíguas.

 

As suas personagens são representativas das comunidades imigrantes do Paquistão e do Bangladesh?
Vivi em três zonas de Londres com uma grande proporção de imigrantes, Tooting, Bethnal Green e Southwark, e inspirei-me nas pessoas que conheci nesses locais, bem como na minha própria experiência. A confeitaria de Bhai Hassan e o bem-sucedido negócio de restauração de Parvez têm muitos equivalentes reais
em Tooting. No entanto, as minhas personagens são da classe média, não representando a maioria dos imigrantes. Foi recentemente noticiado, em Abril de 2007, que, no Reino Unido, cerca de dois terços dos imigrantes de Bengala ainda vive na pobreza.

 

03
Mar09

LEIA OS PRIMEIROS CAPÍTULOS DE AGRIDOCE

Rita Mello

Henna tinha treze anos quando foi jovialmente casada com o filho mais velho de uma das melhores famílias de Calcutá, e o seu casamento foi conseguido através de uma audaciosa teia de mentiras, tão elaboradas e impudentes quanto os adornos dourados do seu sari escarlate de noiva. Os familiares paternos de Henna eram vigaristas de profissão, comerciantes de Bengala que haviam construído a sua fortuna a vender secretamente pós e pastas de origem suspeita, para aliviar o enfado e fadiga dos expatriados britânicos que cumpriam o seu purgatório no governo local de uma Índia pré-independência. Esses dias gloriosos tinham desaparecido com os ingleses uma década antes, mas o pai de Henna continuava a ser uma daquelas pessoas que não perdia uma oportunidade de negócio – quando soube que a família Karim, uma família abastada, proprietária de terras, e de pele invulgarmente clara, ia estar de visita às suas herdades nos arredores de Daca, não perdeu tempo em efectuar um reconhecimento eficaz.

O seu modesto plano inicial havia sido fomentar uma aliança comercial, mas tornou-se mais ambicioso quando descobriu que podia deitar a mão a uma aliança mais lucrativa e permanente. Tomou conhecimento de que o filho deles, Rashid, que preferia ser chamado Ricky, estava em idade de casar, mas tinha uns gostos tão bizarros que a família, frustrada, ainda não conseguira encontrar-lhe uma noiva. Fora educado no estrangeiro e insistia que a sua esposa deveria ser alguém que ele pudesse «amar», uma rapariga educada e culta com os mesmos interesses que ele.

Leia mais aqui.

02
Mar09

AGRIDOCE – ROOPA FAROOKI

Rita Mello

 

Finalista do Orange Broadband Award for New Writers 2007

 

Do Bangladesh a Londres, dos anos 50 aos dias de hoje, três gerações de uma família são ensombradas pelos segredos de um passado que teima em não ficar para trás.


Shona Karim está apaixonada. Ela tem apenas 10 anos mas sabe de imediato que encontrou o homem dos seus sonhos quando vê Parvez pela primeira vez. Shona é uma romântica inveterada, tal como o pai, cuja generosidade o tornou no alvo da pior das traições. Anos mais tarde, mentindo a si próprios e às suas famílias, Shona e Parvez fogem para começar uma nova vida.

Mas a herança de Shona é feita de duplicidades e de enganos cúmplices. À medida que o tempo passa, também ela teme que os seus piores segredos sejam expostos.

Poderá o amor ser suficientemente forte para emendar os erros do passado?

02
Mar09

AGRIDOCE – A CRÍTICA

Rita Mello

“Uma maravilhosa saga familiar.”
The Guardian

 

“Um romance com a mistura certa de gargalhadas e lágrimas.”
She


“Divertido, estimulante, melancólico e inspirador.”
Sunday Telegraph

 

“Um romance que atinge um nível de realismo humano simultaneamente hilariante, intrigante e dolorosamente embaraçoso. Uma obra convincente e extraordinária.”
School Library Journal


“Um relato épico delicadamente orquestrado e com uma boa dose de reviravoltas deliciosas, que manterá o leitor agarrado ao livro até ao fim.”
Publishers Weekly

02
Mar09

ROOPA FAROOKI

Rita Mello

 

Roopa Farooki nasceu em Lahore, no Paquistão, em 1974, e cresceu em Londres. Estudou em Oxford e trabalhou no sector da publicidade antes de se virar para a escrita de ficção. Agridoce, o seu romance de estreia, foi finalista do Orange Broadband Award for New Writers em 2007 e está publicado em dezasseis países. Actualmente, divide o seu tempo entre Londres e o Sudoeste de França.

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