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CHOCOLATE PARA A ALMA – LER NÃO ENGORDA

CHOCOLATE PARA A ALMA – LER NÃO ENGORDA

21
Out09

DOCES AROMAS – A CRÍTICA

Rita Mello

 

 

“Este livro vai abrir-lhe o apetite. Não podemos comê-lo mas podemos lê-lo. Está recheado de saborosos prazeres e tem zero calorias.”
Elle

 

“Um dos romances mais saborosos do ano.”
Lire

 

“Leiam Doces Aromas. Nos seus aromas a coentros, respiramos o perfume do desejo, essa força subversiva.”
Le Nouvel Observateur

 

“Um verdadeiro banquete de palavras, de sabores, de poesia, de delicadeza, de inteligência, de humor, mas também de seriedade.”
Le Monde

 

“Um livro que atrai o leitor como o aroma de uma caçarola ao lume.”
Financial Times

 

“Este livro encantador é como um cassoulet a borbulhar de descrições exuberantes e deliciosas de culinária e observações sinceras sobre a vida.”
Publishers Weekly

 

Agnès Desarthe sabe ser séria e alegre, profunda e ligeira, e compor uma deliciosa salgalhada de personagens tragicómicas. O modo como tempera cada uma das suas frases, cada um dos seus capítulos com uma mestria culinária faz-nos redescobrir com subtileza o sabor de cada palavra.”
Télérama

 

“Uma história deliciosa.”
Easy Living

21
Out09

AGNÈS DESARTHE

Rita Mello

 

 

Agnès Desarthe nasceu em Paris, em 1966. Para ela o francês é como uma língua estrangeira, já que em casa falava árabe, russo e iídiche. Começou como tradutora e escreveu depois livros para crianças e adolescentes, romances, canções, argumentos e peças de teatro. Vencedora do Prémio Livre Inter em 1996 com Un secret sans importance, Agnès Desarthe viu o seu livro Doces Aromas ser nomeado para o Prémio Renaudot em 2006.

 

Para mais informações sobre a autora consulte o site www.agnesdesarthe.com

20
Out09

PASSATEMPO – AS VIDAS PRIVADAS DE PIPPA LEE

Rita Mello

 

 

 

Quem realizou a adaptação para o cinema de As Vidas Privadas de Pippa Lee? 

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de As Vidas Privadas de Pippa Lee, de Rebecca Miller, que a ASA tem para oferecer. A data limite é sexta-feira, dia 24 de Outubro.

16
Out09

COMECE A LER AS VIDAS PRIVADAS DE PIPPA LEE

Rita Mello

 

RUGAS VILLAGE

 

Pippa tinha de admitir: a casa agradava-lhe.

Explicaram-lhes que aquela era uma das moradias mais recentes. Tinha máquina de lavar louça, máquina de lavar roupa, máquina de secar roupa, microondas, forno eléctrico, tudo novo. Alcatifa nova, fossa séptica, telhado. No entanto, o chão da cave tinha uma racha no cimento e algumas das juntas dos azulejos da casa de banho estavam a ficar negras de bolor. Sinais de decadência, como numa velha boca com reluzentes coroas coladas aos cotos dos dentes, pensou Pippa. Perguntou-se quantas pessoas teriam morrido naquela casa. Marigold Village, condomínio residencial para seniores: um prelúdio do Céu. Ali, não faltava nada: piscina, restaurantes, pequeno centro comercial, bomba de gasolina, loja de macrobiótica, aulas de ioga, courts de ténis, enfermeiros. Havia um psicólogo de serviço, dois conselheiros matrimoniais, um terapeuta sexual e um herbanário. Clube de leitura, clube de fotografia, clube de jardinagem, clube de miniaturas de barcos. Uma pessoa podia fazer tudo ali dentro, sem nunca ter de sair. Pippa e Herb haviam-se deparado pela primeira vez com Marigold Village há vinte anos, quando regressavam à sua casa de praia, em Long Island, depois de um almoço com amigos no Connecticut, tinha Pippa acabado de fazer trinta anos, e Herb, sessenta. Herb enganara-se no caminho e deram por si numa estreita rua serpenteante, ladeada de aglomerados de casas térreas castanho-acinzentadas. Eram cinco horas da tarde, num dia de Abril; a luz do entardecer lançava um tom dourado e difuso sobre os relvados impecavelmente tratados. As casas pareciam todas iguais; à entrada de cada caminho de acesso comum, havia uma colmeia de caixas do correio numeradas. Alguns dos números eram da ordem dos milhares. Herb convencera-se de que bastava virar duas vezes à esquerda e uma à direita para voltarem para a estrada principal, mas parecia que cada curva os sugava ainda mais para o interior do condomínio.

– É como nos contos de fadas – disse Pippa.

– Quais contos de fadas? – perguntou Herb, numa voz exasperada. Pippa tinha a mania de ver poesia em tudo. Ninguém como ela para transformar o facto de se terem perdido num bairro residencial numa história saída da imaginação dos Irmãos Grimm.

– Aqueles – explicou ela – em que há umas crianças que entram numa floresta e, de repente, tudo se transforma à sua volta, todos os pontos de referência da paisagem mudam por magia, e elas perdem-se, e depois aparece sempre uma bruxa qualquer pelo meio.

As árvores esconderam o que restava do sol. A luz esmoreceu.

– Pelo menos uma bruxa poderia dar-nos indicações para sairmos daqui – resmungou Herb, virando o volante, que, nas suas mãos enormes, parecia um brinquedo.

– Acho que já é a segunda vez que passamos por aquela fonte – disse ela, olhando para trás.

Depois de mais vinte minutos às voltas, foram parar à bomba de gasolina de Marigold. Um adolescente simpático, de farda azul-marinha, indicou-lhes o caminho. Era tão simples: bastava virar duas vezes à direita e depois à esquerda. Herb nem conseguia acreditar que não tinha sido capaz de chegar àquela conclusão. Passados uns dias, quando souberam que Marigold Village era um condomínio para reformados, riram-se. Rugas Village, era assim que lhe chamavam as pessoas da zona. «Andámos tanto tempo às voltas», dizia Herb sempre que contava a história, «que estávamos a ver que chegávamos à idade da reforma e já nem valia a pena sairmos de lá.»

A história teve ainda mais piada quando foi contada na festa que Pippa deu para inaugurar a casa, no terceiro sábado depois de se terem mudado para Marigold Village. Muitos dos seus amigos mais chegados encontravam-se presentes para, desconcertados, comemorarem com eles a sua nova vida no condomínio.

15
Out09

AS VIDAS PRIVADAS DE PIPPA LEE – REBECCA MILLER

Rita Mello

 

Por detrás de um único nome, escondem-se muitas vidas.

De quais abdicamos em troca de uma promessa de felicidade?

 

Pippa é a mulher perfeita. Os seus amigos consideram-na uma das pessoas mais graciosas, bonitas e estimulantes que alguma vez conheceram. Embora o seu passado esconda uma infância problemática, uma tumultuosa entrada na idade adulta e muitas escolhas difíceis, Pippa parece finalmente viver uma vida de sonho. É casada com um editor de sucesso e mãe de dois filhos. Vive numa casa irrepreensível em Manhattan e passa férias na sua moradia de luxo, à beira-mar. Tudo muda no dia em que o marido decide que está na altura de saírem de Nova Iorque com destino a um condomínio residencial para idosos, “uma medida preventiva contra a sua decrepitude”. Ele tem 80 anos mas Pippa apenas 50. Subitamente, a mulher que foi em tempos verdadeiramente selvagem e impetuosa dá por si a viver uma vida tipicamente suburbana. Por entre o zumbido de cortadores de relva, trocas de receitas e afazeres domésticos, ela começa a interrogar-se: como é que vim parar a este lugar?

 

Retrato acutilante das múltiplas facetas que cada pessoa encerra, As Vidas Privadas de Pippa Lee foi adaptado ao cinema com interpretações de Robin Wright Penn, Blake Lively, Winona Ryder, Julianne Moore, Monica Bellucci e Keanu Reeves.

15
Out09

AS VIDAS PRIVADAS DE PIPPA LEE – A CRÍTICA

Rita Mello

 

 

“Excelente.”
The Guardian

 

“Uma das melhores estreias do ano.”
Literary Review

 

“Rebecca Miller explora com perspicácia as consequências imprevisíveis de se escolher viver uma vida segura mas emocionalmente comprometida.”
Daily Mail

 

“Contemplar estas múltiplas facetas de Pippa é como abrir uma série de bonecas russas, cada uma delas intricadamente trabalhada, independente e reveladora.”
The Observer

 

“A prosa de Rebecca Miller é firme e envolvente; move-se ao seu próprio ritmo acelerado e está recheada de imagens que “abrem” o texto, revelando as águas sombrias que correm por baixo.”
The Times

 

“Um estudo mordaz e elegante sobre papéis e reinvenções.”
Tatler

 

“Um romance único, como a própria Pippa.”
San Francisco Chronicle

 

“Extraordinário.”
Psychologies

 

“Um livro extremamente agradável e cativante.”
The Sunday Telegraph

 

“Poderoso, divertido e inteligente.”
Financial Times


“Uma escritora talentosa e bastante visual.”
The New York Times

15
Out09

REBECCA MILLER

Rita Mello

 

 

Rebecca Miller começou a sua carreira como pintora, tendo apenas mais tarde sido tentada pela realização e a escrita. Escreveu e realizou Velocidade Pessoal (Grande Prémio do Júri no Festival de Sundance em 2002), bem como A Balada de Jack e Rose e Angela. As Vidas Privadas de Pippa Lee foi transposto pela autora para o grande ecrã, num filme produzido por Brad Pitt e protagonizado por Robin Wright Penn, Winona Ryder, Julianne Moore, Monica Bellucci, Blake Lively e Keanu Reeves

 

15
Out09

SELOS

Rita Mello

 

 

 

 

Obrigada Ana (Livros, O Meu Vício) por estes selinhos. E obrigada também, Lia (Gosto de Ti Livro), pelos dois selos de hoje (actualizei os posts com os selos Nota 10 e Um Doce para a Alma).

Vou contornar um bocadinho as regras e vou passá-los para às leitoras e leitores do blogue. No entanto vou responder ao questionário:

 

Mania: Muitas…
Pecado capital: Preguiça…
Melhor cheiro do mundo: A mistura de aromas no ar
em Bali
Se
o dinheiro não fosse problema: Ia conhecer todos os países do mundo
Historia de Infância: O Feiticeiro de Oz
Habilidade como dona de casa: Cozinhar
O que não gosta de fazer em casa: Limpezas
Frase preferida: “Preocupamo-nos muito com o que não temos e pouco com o que temos”

Passeio para o corpo: À beira-mar, ao fim do dia
Passeio para a alma: Pelo mundo
O que me irrita: Hipocrisia
Frases ou palavras que uso muito: Olá!
Palavrão mais usado: Não posso dizer…
Vou aos arames quando: Quando me dizem que não vale a pena

Talento oculto: Os meus talentos até para mim são ocultos
Não importa que seja moda, eu não usaria: Chumaços e calças à boca-de-sino
Queria ter nascido a saber: Tudo!

 

Actualização no dia 16 de Outubro: Obrigada, Laelany (Chá da Meia-Noite), pelos dois selinhos em baixo.

 

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