Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

 

RUGAS VILLAGE

 

Pippa tinha de admitir: a casa agradava-lhe.

Explicaram-lhes que aquela era uma das moradias mais recentes. Tinha máquina de lavar louça, máquina de lavar roupa, máquina de secar roupa, microondas, forno eléctrico, tudo novo. Alcatifa nova, fossa séptica, telhado. No entanto, o chão da cave tinha uma racha no cimento e algumas das juntas dos azulejos da casa de banho estavam a ficar negras de bolor. Sinais de decadência, como numa velha boca com reluzentes coroas coladas aos cotos dos dentes, pensou Pippa. Perguntou-se quantas pessoas teriam morrido naquela casa. Marigold Village, condomínio residencial para seniores: um prelúdio do Céu. Ali, não faltava nada: piscina, restaurantes, pequeno centro comercial, bomba de gasolina, loja de macrobiótica, aulas de ioga, courts de ténis, enfermeiros. Havia um psicólogo de serviço, dois conselheiros matrimoniais, um terapeuta sexual e um herbanário. Clube de leitura, clube de fotografia, clube de jardinagem, clube de miniaturas de barcos. Uma pessoa podia fazer tudo ali dentro, sem nunca ter de sair. Pippa e Herb haviam-se deparado pela primeira vez com Marigold Village há vinte anos, quando regressavam à sua casa de praia, em Long Island, depois de um almoço com amigos no Connecticut, tinha Pippa acabado de fazer trinta anos, e Herb, sessenta. Herb enganara-se no caminho e deram por si numa estreita rua serpenteante, ladeada de aglomerados de casas térreas castanho-acinzentadas. Eram cinco horas da tarde, num dia de Abril; a luz do entardecer lançava um tom dourado e difuso sobre os relvados impecavelmente tratados. As casas pareciam todas iguais; à entrada de cada caminho de acesso comum, havia uma colmeia de caixas do correio numeradas. Alguns dos números eram da ordem dos milhares. Herb convencera-se de que bastava virar duas vezes à esquerda e uma à direita para voltarem para a estrada principal, mas parecia que cada curva os sugava ainda mais para o interior do condomínio.

– É como nos contos de fadas – disse Pippa.

– Quais contos de fadas? – perguntou Herb, numa voz exasperada. Pippa tinha a mania de ver poesia em tudo. Ninguém como ela para transformar o facto de se terem perdido num bairro residencial numa história saída da imaginação dos Irmãos Grimm.

– Aqueles – explicou ela – em que há umas crianças que entram numa floresta e, de repente, tudo se transforma à sua volta, todos os pontos de referência da paisagem mudam por magia, e elas perdem-se, e depois aparece sempre uma bruxa qualquer pelo meio.

As árvores esconderam o que restava do sol. A luz esmoreceu.

– Pelo menos uma bruxa poderia dar-nos indicações para sairmos daqui – resmungou Herb, virando o volante, que, nas suas mãos enormes, parecia um brinquedo.

– Acho que já é a segunda vez que passamos por aquela fonte – disse ela, olhando para trás.

Depois de mais vinte minutos às voltas, foram parar à bomba de gasolina de Marigold. Um adolescente simpático, de farda azul-marinha, indicou-lhes o caminho. Era tão simples: bastava virar duas vezes à direita e depois à esquerda. Herb nem conseguia acreditar que não tinha sido capaz de chegar àquela conclusão. Passados uns dias, quando souberam que Marigold Village era um condomínio para reformados, riram-se. Rugas Village, era assim que lhe chamavam as pessoas da zona. «Andámos tanto tempo às voltas», dizia Herb sempre que contava a história, «que estávamos a ver que chegávamos à idade da reforma e já nem valia a pena sairmos de lá.»

A história teve ainda mais piada quando foi contada na festa que Pippa deu para inaugurar a casa, no terceiro sábado depois de se terem mudado para Marigold Village. Muitos dos seus amigos mais chegados encontravam-se presentes para, desconcertados, comemorarem com eles a sua nova vida no condomínio.



publicado por Rita Mello às 14:09 | link do entrada | comentar | favorito

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

 

Por detrás de um único nome, escondem-se muitas vidas.

De quais abdicamos em troca de uma promessa de felicidade?

 

Pippa é a mulher perfeita. Os seus amigos consideram-na uma das pessoas mais graciosas, bonitas e estimulantes que alguma vez conheceram. Embora o seu passado esconda uma infância problemática, uma tumultuosa entrada na idade adulta e muitas escolhas difíceis, Pippa parece finalmente viver uma vida de sonho. É casada com um editor de sucesso e mãe de dois filhos. Vive numa casa irrepreensível em Manhattan e passa férias na sua moradia de luxo, à beira-mar. Tudo muda no dia em que o marido decide que está na altura de saírem de Nova Iorque com destino a um condomínio residencial para idosos, “uma medida preventiva contra a sua decrepitude”. Ele tem 80 anos mas Pippa apenas 50. Subitamente, a mulher que foi em tempos verdadeiramente selvagem e impetuosa dá por si a viver uma vida tipicamente suburbana. Por entre o zumbido de cortadores de relva, trocas de receitas e afazeres domésticos, ela começa a interrogar-se: como é que vim parar a este lugar?

 

Retrato acutilante das múltiplas facetas que cada pessoa encerra, As Vidas Privadas de Pippa Lee foi adaptado ao cinema com interpretações de Robin Wright Penn, Blake Lively, Winona Ryder, Julianne Moore, Monica Bellucci e Keanu Reeves.



publicado por Rita Mello às 16:12 | link do entrada | comentar | favorito

 

 

“Excelente.”
The Guardian

 

“Uma das melhores estreias do ano.”
Literary Review

 

“Rebecca Miller explora com perspicácia as consequências imprevisíveis de se escolher viver uma vida segura mas emocionalmente comprometida.”
Daily Mail

 

“Contemplar estas múltiplas facetas de Pippa é como abrir uma série de bonecas russas, cada uma delas intricadamente trabalhada, independente e reveladora.”
The Observer

 

“A prosa de Rebecca Miller é firme e envolvente; move-se ao seu próprio ritmo acelerado e está recheada de imagens que “abrem” o texto, revelando as águas sombrias que correm por baixo.”
The Times

 

“Um estudo mordaz e elegante sobre papéis e reinvenções.”
Tatler

 

“Um romance único, como a própria Pippa.”
San Francisco Chronicle

 

“Extraordinário.”
Psychologies

 

“Um livro extremamente agradável e cativante.”
The Sunday Telegraph

 

“Poderoso, divertido e inteligente.”
Financial Times


“Uma escritora talentosa e bastante visual.”
The New York Times



publicado por Rita Mello às 16:07 | link do entrada | comentar | favorito

 

 

Rebecca Miller começou a sua carreira como pintora, tendo apenas mais tarde sido tentada pela realização e a escrita. Escreveu e realizou Velocidade Pessoal (Grande Prémio do Júri no Festival de Sundance em 2002), bem como A Balada de Jack e Rose e Angela. As Vidas Privadas de Pippa Lee foi transposto pela autora para o grande ecrã,  num filme produzido por Brad Pitt e protagonizado por Robin Wright Penn, Winona Ryder, Julianne Moore, Monica Bellucci, Blake Lively e Keanu Reeves

 



publicado por Rita Mello às 16:04 | link do entrada | comentar | favorito

 

 

 

 

Obrigada Ana (Livros, O Meu Vício) por estes selinhos. E obrigada também, Lia (Gosto de Ti Livro), pelos dois selos de hoje (actualizei os posts com os selos Nota 10 e Um Doce para a Alma).

Vou contornar um bocadinho as regras e vou passá-los para às leitoras e leitores do blogue. No entanto vou responder ao questionário:

 

Mania: Muitas…
Pecado capital: Preguiça…
Melhor cheiro do mundo: A mistura de aromas no ar
em Bali
Se
o dinheiro não fosse problema: Ia conhecer todos os países do mundo
Historia de Infância: O Feiticeiro de Oz
Habilidade como dona de casa: Cozinhar
O que não gosta de fazer em casa: Limpezas
Frase preferida: “Preocupamo-nos muito com o que não temos e pouco com o que temos”

Passeio para o corpo: À beira-mar, ao fim do dia
Passeio para a alma: Pelo mundo
O que me irrita: Hipocrisia
Frases ou palavras que uso muito: Olá!
Palavrão mais usado: Não posso dizer…
Vou aos arames quando: Quando me dizem que não vale a pena

Talento oculto: Os meus talentos até para mim são ocultos
Não importa que seja moda, eu não usaria: Chumaços e calças à boca-de-sino
Queria ter nascido a saber: Tudo!

 

Actualização no dia 16 de Outubro: Obrigada, Laelany (Chá da Meia-Noite), pelos dois selinhos em baixo.

 


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publicado por Rita Mello às 15:38 | link do entrada | comentar | favorito

Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

 

 

Leia os primeiros capítulos de Vidas Estilhaçadas, de Bernardine Kennedy, e responda a esta questão:

Como se chama a tia cruel das irmãs Hannah e Julie?

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de Vidas Estilhaçadas, de Bernardine Kennedy, que a ASA tem para oferecer. A data limite é quinta-feira, dia 15 de Outubro.

Pode ler os primeiros capítulos do livro aqui.



publicado por Rita Mello às 14:15 | link do entrada | comentar | ver comentários (13) | favorito

Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

 

 

– É em dias como este que eu fico mesmo farta deste trabalho – resmungou Hannah Durman, enquanto desligava impetuosamente a chamada, antes de empurrar a cadeira para trás e levantar-se. – Tenho estes processos todos para redigir antes de poder ir para casa, e aparece sempre a inevitável emergência do final do dia e não me apetece mesmo nada tratar destas tretas neste momento. Detesto o trabalho de assistente social! Quero um emprego sem stress.

– A quem o dizes! – O seu colega Barry riu-se e deu uma palmadinha na periclitante pilha de processos que tinha na sua própria secretária. – Todos os dias, dê lá por onde der, a fila engrossa, o pessoal diminui e o monte de processos aumenta… mas, pelo menos, nunca te podes queixar de tédio.

Hannah agarrou numa agenda bojuda e num bloco de notas que tinha em cima da secretária. – Na verdade, por vezes seria bom que fosse entediante. Principalmente hoje, que eu nem sequer devia cá estar. Temos de ir para o aeroporto amanhã às cinco da manhã, e eu ainda nem fiz as malas… – Fez uma pausa e lançou um sorriso suplicante na direcção de Barry. – Por acaso não quererás ir lá fora ter uma conversa com a jovem Cleo Riley, não? Ela está na recepção. É o problema do costume: a mãe pô-la outra vez fora de casa. Decerto ela poderá ir para o acolhimento temporário de emergência, eles recebem-na sempre quando têm espaço, é só fazer um ou dois telefonemas…

– Nem pensar. – O colega abanou a cabeça de forma enfática. – Não, não, não. Ainda tenho três visitas domiciliárias para fazer esta tarde. Vai lá despachar isso e depois já podes partir para as tuas férias e esquecer-te de nós todos, aqui a dar o litro como formigas obreiras!

Hannah encolheu os ombros e riu-se, aceitando a recusa com naturalidade.

– Como é que eu sabia que ias dizer isso? Mesmo assim, valeu a pena tentar!

Saiu apressadamente do gabinete acanhado que partilhava com Barry e com vários armários de arquivo altos e entrou num corredor comprido que ia dar ao sombrio gabinete da recepção, onde os funcionários estavam protegidos da sala de espera por um balcão de vidro reforçado. A linha da frente.

O edifício cinzento que albergava os escritórios dos Serviços Sociais da zona oriental de Londres era um bloco impessoal de quatro pisos feito em cimento e vidro, que, nos anos sessenta, altura em que fora construído, teria sido considerado vanguardista e ultramoderno. Agora parecia antiquado e gasto, com graffiti a cobrir quase todas as superfícies sólidas exteriores, beatas e pastilhas elásticas ressequidas espalhadas pela entrada e parque de estacionamento e uma palpável atmosfera de degradação constante em todo o lado, tanto no interior como no exterior.

Hannah sentia-se constantemente aliviada por já não viver na zona oriental de Londres onde crescera, mas quando lhe ofereceram um emprego ali, poucos meses antes, tomara a decisão de regressar. Significara uma promoção, um grande aumento salarial e a oportunidade de trabalhar em horário flexível, de modo que, três dias por semana, saía da pacata vila do Essex onde ela e o marido viviam há mais de dez anos. Nos outros dois dias, trabalhava a partir do conforto da sua própria casa. Convinha-lhe na perfeição.

Semicerrando os olhos, examinou a sala de espera, que estava tão atafulhada e ruidosa como ela previra. As tardes de sexta-feira e as manhãs de segunda eram sempre conturbadas nos escritórios da High Street, e aquela tarde de sexta-feira em particular não era certamente excepção. Não havia cadeiras suficientes para a quantidade de pessoas que aguardavam, por isso estas limitavam-se a deambular por ali, de um lado para o outro, barafustando no corredor cada vez mais zangadas por terem de esperar tanto tempo. Crianças de todas as idades, entediadas pelo ambiente e sem interesse nos poucos livros estraçalhados e revistas rasgadas espalhados sobre a mesa, corriam à vontade, sem vigilância, a fazer barulho, a gritar e a criar o caos.

Sobrepondo-se ao zunzum geral do tédio e da irritação, Hannah gritou por uma brecha no vidro da recepção para se fazer ouvir.

– Cleo? Cleo! Dirige-te à sala de entrevista número dois, já lá vou ter contigo…

Quando a adolescente se levantou de um salto e abriu caminho em direcção ao corredor, uma voz feminina ergueu-se sobre todas as outras, ruidosa e estridente.

– Ei! Isso é injusto! Eu cheguei muito antes dela. Estou à espera há mais de duas horas, porra, e quero que alguém me atenda agora. Já! Senão vou mesmo passar-me dos carretos. Nós aqui não somos porcos numa pocilga, sabe? Somos seres humanos, todos nós…

Hannah já tinha virado costas, mas algo de familiar naquela voz e entoação fê-la parar. Achou que a tinha reconhecido. Estava certa disso. Mas em vez de se virar para olhar, o instinto fê-la dirigir-se para o extremo mais distante do balcão e posicionar-se ao lado de um armário, que lhe permitia ver as pessoas na sala de espera, mas de onde dificilmente seria vista.



publicado por Rita Mello às 16:57 | link do entrada | comentar | ver comentários (3) | favorito

 

Obrigada por mais este selinho, Ana (Livros, o Meu Vício).

 As regras são as seguintes:

– Escrever uma lista com oito características suas;

– Convidar oito “blogueiros” para receber o selinho.

– Fazer um comentário no blogues de quem deu o selo.

– Comentar nos blogues ou enviar um e-mail aos que vão receber o selinho.

 

Características:

– Carinhosa

– Bem-disposta

– Simpática

– Sensível

– Gulosa

– Preguiçosa

– Sabichona

– Mimada

 

Os selos vão para:

Gosto de Ti Livro

Folha de Rascunho

My Imaginarium

Páginas Desfolhadas

Declaro-me… Sonhadora

Tempo de Mim

As Leituras da Fernanda

Planeta Márcia


Actualização no dia 15 de Outubro: Obrigada, Lia (Gosto de Ti Livro), por este selinho.


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publicado por Rita Mello às 15:52 | link do entrada | comentar | ver comentários (6) | favorito

Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

 

Duas irmãs separadas pela tragédia.

Um reencontro inesperado.

Uma história inesquecível.

 

Após umas idílicas férias de Verão, a família Beecham regressava a casa, de carro, quando um condutor embriagado ditou a sua sorte. Hannah tinha 4 anos e Julie quase 2. Aquela noite deixou-as órfãs. A solidão encaminhou-as para uma tia cruel e sem escrúpulos. O destino encarregou-se de as separar.

Muito anos depois, Hannah está a trabalhar quando ouve uma voz que a abala profunda e incompreensivelmente. Quem é a estranha mulher que grita contra as injustiças do mundo? A verdade atinge-a como um raio: Julie!

Hannah tem uma vida desafogada, um casamento estável e um emprego que a realiza, feitos notáveis para quem conviveu de perto com o inferno. Mas o mesmo não se pode dizer de Julie, cuja natureza explosiva se virou contra si própria. Ela precisa desesperadamente de ajuda e terá de ser a irmã a intervir, mas ao fazê-lo, Hannah descobre horrorizada que a sua própria vida não é tão perfeita quanto parece…

 

Duas irmãs.

Dois mundos em rota de colisão.

Apenas o perdão evitará a tragédia.



publicado por Rita Mello às 15:47 | link do entrada | comentar | ver comentários (6) | favorito

Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

 

 

“Este livro escreve-se com nomes próprios... Com vidas que se encontram ligadas por ‘fios de seda’ que tinham tanto de frágil como se ‘perigoso’ para eles mesmos... Embrenhados nesta leitura, esquecemos o mundo e descobrimos a verdadeira dimensão do ser humano... o que ele tem de melhor... a coragem, a amizade, o amor, a dedicação... e o que ele tem de pior... a maldade, o ódio, o preconceito, o desprezo pelo semelhante...”
Folha de Rascunho

 
“Na minha opinião, é um livro bastante interessante e adorei lê-lo. Apesar das suas quatrocentas e trinta e duas páginas, é de fácil leitura e a história é entusiasmante.
É um livro fascinante que nos faz compreender que de facto há momentos em que nada parece o que é, onde nem sempre o errado não está certo e o que nos parece estar certo pode muito bem estar errado.”
Os Livros que Lemos

 
“Gostei muito do livro, confesso que tive alguma relutância em começar a ler, o nome não me inspirava muito, mas depois de o iniciar não mais consegui parar ate chegar ao fim.”

A Minhoca e os Livros

 
“Fiquei fã destas duas autoras e de seguida comprei um outro, o primeiro delas,
À Minha Filha em França... Outro que me tocou profundamente e me fez chorar no final. É sobre uma história de amor entre duas pessoas no início da segunda grande guerra, que acarreta consequências reveladas muitos anos mais tarde através de um testamento onde dizia ‘À minha filha em França…’. A partir daí desenrola-se uma busca à verdade que destapa feridas encobertas e sentimentos há muito evitados. É um livro excepcional que recomendo vivamente.”
Gosto de Ti Livro



publicado por Rita Mello às 16:54 | link do entrada | comentar | favorito

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

 

“À minha filha em França…” Estas palavras, ouvidas pela primeira vez aquando da leitura do testamento do irlandês Richard Kirwan, têm um efeito devastador nos seus filhos. Por sua vez, do outro lado do Canal da Mancha, o mundo perfeitamente ordenado de Solange de Valnay, de 24 anos, é também fortemente abalado. O homem que ela sempre considerou como pai não é, afinal, o seu pai verdadeiro? A mãe, única pessoa capaz de responder a tão inquietante pergunta, já morreu, e Solange decide rejeitar os seus meios-irmãos irlandeses. Mas a verdade é impossível de apagar, e a recém-descoberta família terá de ultrapassar as diferenças e enfrentar o passado.

 

Uma extraordinária história de paixões proibidas, de sacrifícios feitos por amor e pela honra, de coragem e heroísmo. Um drama histórico que se movimenta entre a França ocupada, a costa de Connemara e a região francesa das vinhas de Languedoc nos anos setenta.



publicado por Rita Mello às 11:08 | link do entrada | comentar | ver comentários (2) | favorito

 

 

“Um dos mais originais acontecimentos literários de 2002 ficou a dever-se a duas irmãs, Stephanie e Barbara Keating. À Minha Filha em França… é um romance cosmopolita e de leitura compulsiva. Poderá esta frutuosa colaboração dar início a uma nova tendência no mundo das letras?”
The Guardian


“Um romance cheio de intriga, amor, paixões e ira.”
Irish Independent


“Um notável acontecimento literário.”
Observer



publicado por Rita Mello às 11:07 | link do entrada | comentar | ver comentários (4) | favorito

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