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CHOCOLATE PARA A ALMA – LER NÃO ENGORDA

CHOCOLATE PARA A ALMA – LER NÃO ENGORDA

12
Out09

PASSATEMPO – VIDAS ESTILHAÇADAS

Rita Mello

 

 

Leia os primeiros capítulos de Vidas Estilhaçadas, de Bernardine Kennedy, e responda a esta questão:

Como se chama a tia cruel das irmãs Hannah e Julie?

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de Vidas Estilhaçadas, de Bernardine Kennedy, que a ASA tem para oferecer. A data limite é quinta-feira, dia 15 de Outubro.

Pode ler os primeiros capítulos do livro aqui.

07
Out09

COMECE A LER VIDAS ESTILHAÇADAS

Rita Mello

 

 

– É em dias como este que eu fico mesmo farta deste trabalho – resmungou Hannah Durman, enquanto desligava impetuosamente a chamada, antes de empurrar a cadeira para trás e levantar-se. – Tenho estes processos todos para redigir antes de poder ir para casa, e aparece sempre a inevitável emergência do final do dia e não me apetece mesmo nada tratar destas tretas neste momento. Detesto o trabalho de assistente social! Quero um emprego sem stress.

– A quem o dizes! – O seu colega Barry riu-se e deu uma palmadinha na periclitante pilha de processos que tinha na sua própria secretária. – Todos os dias, dê lá por onde der, a fila engrossa, o pessoal diminui e o monte de processos aumenta… mas, pelo menos, nunca te podes queixar de tédio.

Hannah agarrou numa agenda bojuda e num bloco de notas que tinha em cima da secretária. – Na verdade, por vezes seria bom que fosse entediante. Principalmente hoje, que eu nem sequer devia cá estar. Temos de ir para o aeroporto amanhã às cinco da manhã, e eu ainda nem fiz as malas… – Fez uma pausa e lançou um sorriso suplicante na direcção de Barry. – Por acaso não quererás ir lá fora ter uma conversa com a jovem Cleo Riley, não? Ela está na recepção. É o problema do costume: a mãe pô-la outra vez fora de casa. Decerto ela poderá ir para o acolhimento temporário de emergência, eles recebem-na sempre quando têm espaço, é só fazer um ou dois telefonemas…

– Nem pensar. – O colega abanou a cabeça de forma enfática. – Não, não, não. Ainda tenho três visitas domiciliárias para fazer esta tarde. Vai lá despachar isso e depois já podes partir para as tuas férias e esquecer-te de nós todos, aqui a dar o litro como formigas obreiras!

Hannah encolheu os ombros e riu-se, aceitando a recusa com naturalidade.

– Como é que eu sabia que ias dizer isso? Mesmo assim, valeu a pena tentar!

Saiu apressadamente do gabinete acanhado que partilhava com Barry e com vários armários de arquivo altos e entrou num corredor comprido que ia dar ao sombrio gabinete da recepção, onde os funcionários estavam protegidos da sala de espera por um balcão de vidro reforçado. A linha da frente.

O edifício cinzento que albergava os escritórios dos Serviços Sociais da zona oriental de Londres era um bloco impessoal de quatro pisos feito em cimento e vidro, que, nos anos sessenta, altura em que fora construído, teria sido considerado vanguardista e ultramoderno. Agora parecia antiquado e gasto, com graffiti a cobrir quase todas as superfícies sólidas exteriores, beatas e pastilhas elásticas ressequidas espalhadas pela entrada e parque de estacionamento e uma palpável atmosfera de degradação constante em todo o lado, tanto no interior como no exterior.

Hannah sentia-se constantemente aliviada por já não viver na zona oriental de Londres onde crescera, mas quando lhe ofereceram um emprego ali, poucos meses antes, tomara a decisão de regressar. Significara uma promoção, um grande aumento salarial e a oportunidade de trabalhar em horário flexível, de modo que, três dias por semana, saía da pacata vila do Essex onde ela e o marido viviam há mais de dez anos. Nos outros dois dias, trabalhava a partir do conforto da sua própria casa. Convinha-lhe na perfeição.

Semicerrando os olhos, examinou a sala de espera, que estava tão atafulhada e ruidosa como ela previra. As tardes de sexta-feira e as manhãs de segunda eram sempre conturbadas nos escritórios da High Street, e aquela tarde de sexta-feira em particular não era certamente excepção. Não havia cadeiras suficientes para a quantidade de pessoas que aguardavam, por isso estas limitavam-se a deambular por ali, de um lado para o outro, barafustando no corredor cada vez mais zangadas por terem de esperar tanto tempo. Crianças de todas as idades, entediadas pelo ambiente e sem interesse nos poucos livros estraçalhados e revistas rasgadas espalhados sobre a mesa, corriam à vontade, sem vigilância, a fazer barulho, a gritar e a criar o caos.

Sobrepondo-se ao zunzum geral do tédio e da irritação, Hannah gritou por uma brecha no vidro da recepção para se fazer ouvir.

– Cleo? Cleo! Dirige-te à sala de entrevista número dois, já lá vou ter contigo…

Quando a adolescente se levantou de um salto e abriu caminho em direcção ao corredor, uma voz feminina ergueu-se sobre todas as outras, ruidosa e estridente.

– Ei! Isso é injusto! Eu cheguei muito antes dela. Estou à espera há mais de duas horas, porra, e quero que alguém me atenda agora. Já! Senão vou mesmo passar-me dos carretos. Nós aqui não somos porcos numa pocilga, sabe? Somos seres humanos, todos nós…

Hannah já tinha virado costas, mas algo de familiar naquela voz e entoação fê-la parar. Achou que a tinha reconhecido. Estava certa disso. Mas em vez de se virar para olhar, o instinto fê-la dirigir-se para o extremo mais distante do balcão e posicionar-se ao lado de um armário, que lhe permitia ver as pessoas na sala de espera, mas de onde dificilmente seria vista.

07
Out09

NOTA 10

Rita Mello

 

Obrigada por mais este selinho, Ana (Livros, o Meu Vício).

 As regras são as seguintes:

– Escrever uma lista com oito características suas;

– Convidar oito “blogueiros” para receber o selinho.

– Fazer um comentário no blogues de quem deu o selo.

– Comentar nos blogues ou enviar um e-mail aos que vão receber o selinho.

 

Características:

– Carinhosa

– Bem-disposta

– Simpática

– Sensível

– Gulosa

– Preguiçosa

– Sabichona

– Mimada

 

Os selos vão para:

Gosto de Ti Livro

Folha de Rascunho

My Imaginarium

Páginas Desfolhadas

Declaro-me… Sonhadora

Tempo de Mim

As Leituras da Fernanda

Planeta Márcia


Actualização no dia 15 de Outubro: Obrigada, Lia (Gosto de Ti Livro), por este selinho.

06
Out09

VIDAS ESTILHAÇADAS – BERNARDINE KENNEDY

Rita Mello

 

Duas irmãs separadas pela tragédia.

Um reencontro inesperado.

Uma história inesquecível.

 

Após umas idílicas férias de Verão, a família Beecham regressava a casa, de carro, quando um condutor embriagado ditou a sua sorte. Hannah tinha 4 anos e Julie quase 2. Aquela noite deixou-as órfãs. A solidão encaminhou-as para uma tia cruel e sem escrúpulos. O destino encarregou-se de as separar.

Muito anos depois, Hannah está a trabalhar quando ouve uma voz que a abala profunda e incompreensivelmente. Quem é a estranha mulher que grita contra as injustiças do mundo? A verdade atinge-a como um raio: Julie!

Hannah tem uma vida desafogada, um casamento estável e um emprego que a realiza, feitos notáveis para quem conviveu de perto com o inferno. Mas o mesmo não se pode dizer de Julie, cuja natureza explosiva se virou contra si própria. Ela precisa desesperadamente de ajuda e terá de ser a irmã a intervir, mas ao fazê-lo, Hannah descobre horrorizada que a sua própria vida não é tão perfeita quanto parece…

 

Duas irmãs.

Dois mundos em rota de colisão.

Apenas o perdão evitará a tragédia.

02
Out09

À MINHA FILHA EM FRANÇA... – A CRÍTICA DA BLOGOSFERA

Rita Mello

 

 

“Este livro escreve-se com nomes próprios... Com vidas que se encontram ligadas por ‘fios de seda’ que tinham tanto de frágil como se ‘perigoso’ para eles mesmos... Embrenhados nesta leitura, esquecemos o mundo e descobrimos a verdadeira dimensão do ser humano... o que ele tem de melhor... a coragem, a amizade, o amor, a dedicação... e o que ele tem de pior... a maldade, o ódio, o preconceito, o desprezo pelo semelhante...”
Folha de Rascunho

 
“Na minha opinião, é um livro bastante interessante e adorei lê-lo. Apesar das suas quatrocentas e trinta e duas páginas, é de fácil leitura e a história é entusiasmante.
É um livro fascinante que nos faz compreender que de facto há momentos em que nada parece o que é, onde nem sempre o errado não está certo e o que nos parece estar certo pode muito bem estar errado.”
Os Livros que Lemos

 
“Gostei muito do livro, confesso que tive alguma relutância em começar a ler, o nome não me inspirava muito, mas depois de o iniciar não mais consegui parar ate chegar ao fim.”

A Minhoca e os Livros

 
“Fiquei fã destas duas autoras e de seguida comprei um outro, o primeiro delas,
À Minha Filha em França... Outro que me tocou profundamente e me fez chorar no final. É sobre uma história de amor entre duas pessoas no início da segunda grande guerra, que acarreta consequências reveladas muitos anos mais tarde através de um testamento onde dizia ‘À minha filha em França…’. A partir daí desenrola-se uma busca à verdade que destapa feridas encobertas e sentimentos há muito evitados. É um livro excepcional que recomendo vivamente.”
Gosto de Ti Livro

01
Out09

À MINHA FILHA EM FRANÇA... – BARBARA & STEPHANIE KEATING

Rita Mello

 

“À minha filha em França…” Estas palavras, ouvidas pela primeira vez aquando da leitura do testamento do irlandês Richard Kirwan, têm um efeito devastador nos seus filhos. Por sua vez, do outro lado do Canal da Mancha, o mundo perfeitamente ordenado de Solange de Valnay, de 24 anos, é também fortemente abalado. O homem que ela sempre considerou como pai não é, afinal, o seu pai verdadeiro? A mãe, única pessoa capaz de responder a tão inquietante pergunta, já morreu, e Solange decide rejeitar os seus meios-irmãos irlandeses. Mas a verdade é impossível de apagar, e a recém-descoberta família terá de ultrapassar as diferenças e enfrentar o passado.

 

Uma extraordinária história de paixões proibidas, de sacrifícios feitos por amor e pela honra, de coragem e heroísmo. Um drama histórico que se movimenta entre a França ocupada, a costa de Connemara e a região francesa das vinhas de Languedoc nos anos setenta.

01
Out09

À MINHA FILHA EM FRANÇA... – A CRÍTICA

Rita Mello

 

 

“Um dos mais originais acontecimentos literários de 2002 ficou a dever-se a duas irmãs, Stephanie e Barbara Keating. À Minha Filha em França… é um romance cosmopolita e de leitura compulsiva. Poderá esta frutuosa colaboração dar início a uma nova tendência no mundo das letras?”
The Guardian


“Um romance cheio de intriga, amor, paixões e ira.”
Irish Independent


“Um notável acontecimento literário.”
Observer

Pág. 3/3

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