Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

 


Uma das coisas que mais tenho tendência a criticar é o tempo que as pessoas – está bem, o meu marido – desperdiçam na Internet. Daí que seja irónico que estivesse a fazer precisamente isso no dia em que comecei a ter ideias para o meu mais recente romance, Aconteceu em Roma.

Para ser justa, não estava a ver carros ou barcos no TradeMe (como o meu marido faz), mas tinha um prazo indefinido para um livro no qual devia estar a trabalhar.

Nessa altura tinha acabado de ler um par de romances com personagens reais – escritores como Ernest Hemingway e Rupert Brooke. E comecei a pensar em fazer algo semelhante. O que se seguiu foi uma tarde inteira no YouTube a ver vídeos enquanto decidia sobre quem escrever.

À noite, já me tinha apaixonado por uma estrela de Hollywood chamada Mario Lanza. A sua voz era arrebatadora, com tanta emoção posta em cada palavra cantada que me provocava calafrios na espinha e com a aparência clássica de um ídolo de matinés. Apesar de, na sua altura, ter sido mais famoso do que Frank Sinatra, poucas pessoas com menos de cinquenta anos já ouviram falar dele. Quando conheci a sua vida em detalhe, quis basear um romance nele.

Tornei-me obcecada; lia tudo a que conseguisse deitar as mãos, suplicando ao pessoal da Videon de Auckland que vasculhasse nos arquivos de VHS em busca dos seus musicais, ouvindo-os no carro. Não me conseguia fartar daquilo.

Apesar disso, revelou-se difícil escrever o romance. A minha história passa-se nos anos em que Mario viveu em Itália e é contada por uma jovem que trabalha na sua casa. Eu precisava de saber como era o verdadeiro Mario em privado.

Por isso fiquei entusiasmada quando consegui contactar Ellisa Lanza Bregman, a sua única filha ainda viva, que partilhou amavelmente algumas das suas memórias.

Aconteceu em Roma é uma poderosa história de amor e música, passada na época da La Dolce Vita. É sobre homens complicados, mulheres glamorosas e escolhas difíceis.

Depois de tantos anos ainda há muitos fãs de Mario Lanza em todo o mundo e fico nervosa ao pensar na forma como eles e Ellisa vão reagir ao romance. Espero que o livro os comova tanto como quando o estava a escrever.

Acima de tudo, espero que a minha história inspire uma nova geração a descobrir a voz e a música de Mario, mesmo que isso envolva desperdiçar tempo na Inernet.



publicado por Rita Mello às 11:28 | link do entrada | comentar | favorito

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