Terça-feira, 12 de Maio de 2009

 

Quem é a sua escritor favorita?

Adoro todos os livros de Amy Tan. Ela consegue combinar histórias e personagens envolventes. E faz-me sempre querer comer boa comida chinesa.

Qual o primeiro livro que se lembra de ler?

Eu era fã de Enid Blyton. Lembro-me de um livro chamado The Children of Cherry Tree Farm, que vou lendo de vez em quando. Penso que era basicamente sobre um grupo de crianças da cidade a descobrir a Natureza.

Onde mora? E porquê?

Moro em Auckland, na Nova Zelândia, sobretudo porque me apaixonei por um kiwi [nome dado aos naturais da Nova Zelândia]. Mas adoro também as enormes praias desertas e o facto de ter uma população pequena. Este país ainda está imaculado e se ainda não o visitaram deveriam fazê-lo.

Qual a maior influência na sua escrita?

Os meus pais. O meu pai é do Sul de Itália e a minha mãe do Norte de Inglaterra. Ambos os lugares e as pessoas que lá conheci moldaram o meu modo de pensar e escrever.

Onde costuma escrever?

Oficialmente, numa pequena cabana húmida no fundo do jardim. Na verdade, na cama, no sofá, na mesa de jantar, nas férias…

Máquina de escrever, processador de texto ou caneta?

O meu iBook. Tenho a certeza de que faz um monte de coisas espectaculares mas a única coisa que faço com ele é escrever.

Qual o seu herói ou vilão favoritos?

Não tenho.

Onde nasceu e cresceu?

Nasci em Liverpool e cresci em Wallasey, mesmo acima do rio Mersey. O meu pai trabalhava numa fábrica e a minha mãe dedicava-se a educar-nos.

Qual a sua filosofia de vida?

Não te limites. E tenta acordar feliz.

Quantos irmãos e irmãs tem?

Tenho dois irmãos. Vince é actor e tem aparecido em programas televisivos como Casualty e Where the Heart Is. Eduardo está a tirar um doutoramento em Física.

Gostou do seu tempo de escola? O que é que quis ser desde pequena e quando e como é que mudou de ideias?

Tal como muita gente, sempre imaginei que um dia ia escrever um romance. Se soubesse que era apenas uma questão de me sentar e começar, talvez já o tivesse feito mais cedo.

Quais as suas cinco músicas favoritas?

Qualquer uma cantada por Nina Simone.

Quais as primeiras peças literárias que escreveu?

Escrevi um poema chamado “I Wish I Had a Poney” quando era muito nova. Só passados trinta anos é que escrevi novamente.

Quem admira mais e porquê?

Qualquer pessoa que tenha a coragem de ir atrás dos seus sonhos.

Que empregos teve antes de começar a escrever?

Ainda tenho um emprego. Sou editora de uma revista chamada New Zealand Weddings. O meu sonho é ser escritora a tempo inteiro, mas ainda me falta um bocado de coragem nesse capítulo.

Se a sua casa se incendiasse o que é que salvava?

O meu marido, o meu caniche Fergus e o meu portátil (que tem o primeiro rascunho do meu próximo romance).

Qual a sua melhor ou pior experiência de férias?

Parti um dedo do pé na minha noite de núpcias. Estávamos nas ilhas Fiji na altura, por isso acho que conta como férias. Estava convencida de que o meu novo marido se tinha afogado na piscina do hotel, por isso comecei a correr como uma louca no escuro. O inevitável aconteceu e estatelei-me no chão. O meu marido apareceu logo a seguir. Tinha ido levar a mãe ao quarto do hotel.

Qual a sua experiência mais embaraçosa?

Na noite anterior ao meu casamento tropecei numa palmeira no escuro e esfolei a minha perna toda. A ferida resultante conseguia-se ver através do meu vestido de noiva. Senti-me humilhada. Naquela altura, não sabia que o incidente com o dedo do pé iria doer muito mais.

Como escreve os romances?

Penso bastante nele e depois planeio o enredo básico e as personagens. Frequentemente as coisas mudam à medida que desenvolvo a história.

Tem alguma história (ou curiosidade) em relação à investigação ou escrita dos seus livros?

A minha ideia inicial para Caffè Amore envolvia passar três meses em Itália com as minhas tias a ensinarem-me a cozinhar. Infelizmente isso nunca aconteceu. Mas consegui usar o livro como desculpa para viajar para Itália e para comer quantidades inimagináveis de mozzarella de búfala, tudo em nome da pesquisa.

Os seus livros já foram adaptados à televisão ou ao cinema?

Quem me dera.

Qual o seu dia típico de escrita?

Não os tenho propriamente. Escrevo aos fins-de-semana, noites ou quando estou de folga do trabalho. O truque é ignorar as teias de aranha no tecto, a roupa por lavar, a despensa vazia, etc. e mergulhar de cabeça na escrita sempre que tenho a oportunidade.

O que costuma fazer quando não está a escrever? Como relaxa? Quais são os seus passatempos?

Tenho um cavalo numa quinta perto de uma linda praia de areia negra chamada Muriwai. É um grande alazão puro-sangue chamado Boxer e adoro fazer saltos a cavalo, mas acontece que sou bastante má nisso!

Que coisa sobre si pode surpreender mais as pessoas?

Tenho mais de 1,80 metros.

Quer acrescentar mais alguma coisa?

Hum, não.



publicado por Rita Mello às 14:18 | link do entrada | favorito

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