Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

 

 

Há quem me chame santa dos tempos modernos, mas o leitor verificará, quando chegar ao fim deste livro, que estou muito longe disso. Não me orgulho de tudo o que fiz na vida e cometi erros enormes, que não tenho dúvidas em reconhecer. Toda a gente comete erros e não há aí motivo de vergonha, sobretudo quando se é jovem. Mas a partir do momento em que surgem os filhos, há que crescer, porque então passa a ser obrigatório pô-los à frente de tudo, aconteça o que acontecer. Uma coisa que esquecemos com demasiada frequência. Agarramo-nos aos hábitos egoístas, insensatos e descuidados da juventude, e são eles que sofrem as consequências das nossas acções.

Vivo num mundo culturalmente misto, o que torna os potenciais perigos ainda maiores para as crianças, e acredito que as pessoas como eu têm uma responsabilidade extra no que respeita a cuidar daqueles que criamos: certificarmo-nos de que não sofrem os efeitos do choque de culturas ou da instabilidade das raízes familiares.

No fim, as crianças são o que mais importa, e eu estou firmemente convencida de que aquilo de que precisam, acima de tudo, para um desenvolvimento saudável é estar com as mães quando são pequenas e durante os seus anos mais formativos. Esta é uma história sobre crianças que foram arrancadas às mães, muitas vezes das maneiras mais cruéis que se possa imaginar. As suas vidas foram pervertidas, precisamente nos anos em que deviam sentir-se mais estáveis e seguras, a sua fé nos pais minada à medida que se tornam peões nas batalhas dos adultos. Ajudar algumas destas crianças a voltarem para junto das mães e passar com elas os anos da infância tem sido, para mim, uma grande honra. E também uma aventura empolgante porque, muitas vezes, significa infringir leis internacionais e fazer frente a pais dispostos a lutar com unhas e dentes para manter as mães longe dos filhos.

Espero que, ao chegar ao fim da história, o leitor acredite, como eu, que todos podemos fazer algo de positivo para ajudar a tornar uma criança mais feliz e mais segura.

 

Continue a ler Heroína do Deserto, de Donya al-Nahi, aqui.



publicado por Rita Mello às 14:26 | link do entrada | comentar | favorito

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