Quarta-feira, 23.06.10

 

 

Waris Dirie (nome que significa Flor do Deserto) tem uma vida dupla – durante o dia, é top model internacional e porta-voz das Nações Unidas para os direitos das mulheres em África; à noite, os seus sonhos levam-na de volta a casa, na Somália.

Waris nasceu numa família tradicional de nómadas do deserto africano. A sua infância foi feliz e despreocupada… até ao dia em que chegou a sua vez de se submeter ao costume imposto à maioria das raparigas somalis: a mutilação genital. Waris sofreu esta tortura quando tinha apenas cinco anos de idade. Quando, já com doze anos, descobre que o seu pai pretende negociá-la com um desconhecido em troca de cinco camelos, Waris toma a decisão que vai mudar irreversivelmente a sua vida. Após uma extraordinária fuga pelo deserto, consegue chegar a Londres. Waris tinha poucos conhecimentos da língua inglesa e nenhum dinheiro. Acabará por trabalhar no MacDonald’s, onde um fotógrafo de moda a descobre. As portas da fama abriram-se então para esta jovem mulher cuja história é uma fonte de inspiração e cuja personalidade é tão arrebatadora como a sua beleza.



publicado por Rita Mello às 12:00 | link do entrada | comentar | favorito

Waris Dirie é uma top model internacional. Em 1997, foi nomeada pelas Nações Unidas embaixadora para os direitos das mulheres na luta pela eliminação da prática da mutilação genital feminina. O seu esforço valeu-lhe também prémios e distinções como o título de Mulher do Ano atribuído pela Glamour em 2000, o World Social Award 2004, o Prémio Oscar Romero 2004 e o título de Cavaleira da Legião de Honra de França. Na ASA estão já publicados os seus livros Flor do Deserto, galardoado com o Prémio Internacional Corine de Não-Ficção 2002, Aurora no Deserto, distinguido com o Prémio Alemanha-África 1999, e Filhas do Deserto A sua história foi também transposta para o grande ecrã no filme Flor do Deserto.



publicado por Rita Mello às 11:59 | link do entrada | comentar | ver comentários (1) | favorito

Segunda-feira, 07.06.10

 

 

NOJOUD, HEROÍNA CONTEMPORÂNEA

 

Era uma vez uma terra mágica, de lendas tão incríveis como as suas casas em forma de broa de mel decoradas com pequenos traços brancos e muito finos que fazem lembrar linhas de açúcar cristalizado. Um país situado no extremo sul da península Arábica, em contacto com o mar Vermelho e o oceano Índico. Um país com uma história milenar, de torres de adobe alcandoradas nas cristas de montanhas escarpadas. Um país onde o cheiro a incenso paira alegremente sobre os meandros das ruas estreitas e empedradas.

Essa terra chama-se Iémen.

Há muito tempo, porém, os adultos decidiram dar-lhe uma alcunha: a Arábia Feliz – Arabia Felix.

Porque o Iémen faz sonhar. É o reino da rainha de Sabá, uma mulher incrivelmente bela e forte que incendiou o coração do rei Salomão e que é referida em dois livros sagrados, a Bíblia e o Corão. É uma terra misteriosa, onde os homens nunca saem à rua sem a sua adaga encurvada, orgulhosamente usada à cintura, e onde as mulheres escondem a sua beleza atrás de espessos véus negros. É um país que se situa na antiga rota comercial percorrida pelas caravanas dos mercadores de perfumes, de canela e de tecidos. A viagem durava semanas, por vezes meses. Sob o sol, a chuva ou o vento, nunca paravam. Conta-se que os menos resistentes nunca voltavam a casa.

Para desenhar o Iémen, é preciso imaginar um território um pouco maior do que a Grécia, o Nepal e a Síria juntos e que mergulha o nariz no golfo de Adém, em cujas águas movimentadas os piratas de longo curso espreitam as cargas que transitam entre a Índia, a

África, a América e a Europa…

 

Podem continuar a ler os primeiros capítulos de Divorciada aos 10 anos , de  Nojoud Ali, aqui.



publicado por Rita Mello às 14:02 | link do entrada | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quarta-feira, 02.06.10

 

 

 

Chamo-me Nojoud. Tenho dez anos. Os meus pais obrigaram-me a casar com um homem com o triplo da minha idade. Desde que me lembro, aprendi a dizer “sim” a tudo. Hoje, decidi dizer “não”.

 

A infância de Nojoud teve um final abrupto quando o pai lhe arranjou um casamento com um homem muito mais velho, que ignorou o compromisso de esperar que a menina alcançasse a puberdade para ter relações sexuais. O marido roubou-lhe a virgindade na noite de núpcias. Ela tinha apenas dez anos. A sua tenra idade não a impediu de fugir – não para casa, mas para o tribunal. Surpreendentemente, o juiz deu-lhe razão. Algo inédito num país onde mais de metade das raparigas casa antes dos dezoito anos. A sua coragem foi aplaudida pela imprensa internacional e comoveu o mundo inteiro. Nojoud conta agora a sua história. Para quebrar o silêncio e encorajar as outras meninas a lutar pelos seus direitos mais fundamentais.

 

Esta vitória legal sem precedentes conduziu a mudanças no Iémen e em outros países do Médio Oriente, onde as leis dos casamentos de menores estão a ser alteradas.

 

Nojoud foi recentemente distinguida ao lado de Hillary Clinton e Condoleezza Rice como uma das Mulheres do Ano.



publicado por Rita Mello às 10:10 | link do entrada | comentar | ver comentários (1) | favorito

 

 

“Nojoud é uma das mulheres mais dignas que já conheci… Um grande exemplo de coragem.”

Hillary Clinton

 

“Crianças como Nojoud podem ser mais eficazes do que bombas para derrotar os terroristas.”

Nicholas Kristof, The New York Times

 

“Um ícone internacional de tenacidade e coragem.”

The New Yorker

 

“Nojoud tornou-se numa heroína internacional devido à surpreendente coragem com que luta contra o casamento infantil… É incrível que semelhantes abusos e tamanha coragem aconteçam no mundo actual.”

Booklist

 

“O seu caso conquistou a atenção internacional para a prática arcaica de roubar a juventude das raparigas.”

People

 

“Simples e directa, uma obra instrutiva e completamente envolvente.”

Publishers Weekly

 

“Comovente… Uma história de coragem extraordinária.”

Kirkus Reviews



publicado por Rita Mello às 10:00 | link do entrada | comentar | favorito

Nojoud Ali foi a primeira criança a conseguir um divórcio no Iémen. Distinguida como uma das Mulheres do Ano pela Glamour em 2008, a sua história captou a atenção dos media internacionais e levou a que o Iémen adoptasse uma lei que estabelece a idade legal para casar nos dezassete anos. Vive actualmente no Iémen.



publicado por Rita Mello às 09:59 | link do entrada | comentar | favorito

Quarta-feira, 03.03.10

 

 

Como se chamava a mulher que tomava conta da autora no lar para crianças?

Resposta: Peggy (ou tia Peggy)

 

Vencedores:

01 – Eduarda Ferreira André

10 – Gracinda Pereira

25 – Hélder Marinho

50 – Maria Isabel Ferreira Pinto Magalhães

100 – Elisabete Silva



publicado por Rita Mello às 17:14 | link do entrada | comentar | ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 26.02.10

 

 

Leia os primeiros capítulos de Casada à Força, de Sameem Ali, e responda a esta questão:

 

Como se chamava a mulher que tomava conta da autora no lar para crianças?

 

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de Casada à Força, de Sameem Ali, que a ASA tem para oferecer. A data limite é terça-feira, dia 2 de Março.

Pode ler os primeiros capítulos do livro aqui.



publicado por Rita Mello às 11:12 | link do entrada | comentar | favorito

Quinta-feira, 25.02.10

 

 

PRÓLOGO

 

Há muitas coisas no meu passado que me custa recordar; ainda hoje choro quando me lembro de tudo o que me fizeram e disseram. As minhas memórias não são um consolo para mim, um lugar onde me refugie; são uma maldição.

A minha mãe era tudo para mim e passei a minha infância decidida a não lhe dar razões para pensar em mim senão como uma filha obediente, bem-educada e trabalhadora. Uma filha de que se orgulhasse, uma filha que pudesse justificadamente acarinhar. Uma filha que merecesse o seu amor.

Há alguns anos, quando finalmente falei a uma pessoa sobre o meu passado, ela disse-me, espantada: «Deves ter sido adoptada. Não pode, pura e simplesmente, haver outra razão; nenhuma mãe trataria a sua própria filha dessa forma. Porque é que não tentamos encontrar o teu processo da Segurança Social e descobrir quem era a tua verdadeira mãe, ver o que conseguimos apurar sobre o teu passado?»

Parecia tão simples, tão acertado. Claro que era isso que acontecera; como é que não me ocorrera antes? Explicaria muita coisa e responderia a todas as minhas perguntas. Abracei a ideia entusiasticamente e foi assim que, algumas semanas mais tarde, nos encontrámos as duas num gabinete, com lágrimas rolando-me pelas faces ao passar os olhos por um processo que explicava que não, eu não fora adoptada, fora retirada à minha família pela Segurança Social quando esta deixou de poder prover ao meu sustento e educação, e de novo entregue ao seu cuidado alguns anos mais tarde, quando me quiseram de volta. Desejava ardentemente sentir-me feliz a respeito da minha infância e pensara que esta ia ser a forma de reclamar esses anos; mas senti, pelo contrário, que o meu próprio passado me assaltava. Foram pessoas do meu próprio sangue que me bateram, espancaram, chicotearam, raptaram, forçaram a casar, estigmatizaram, ignoraram, humilharam e, pior que tudo, que não me amaram. Podia superar quase tudo, mas não isto: eu era uma menina, e desejava a única coisa que não me deram. Eu merecia amor.

 

Podem ler os primeiros capítulos de Casada à Força, de Sameem Ali, aqui.



publicado por Rita Mello às 17:51 | link do entrada | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quinta-feira, 18.02.10

 

Fui violada e forçada a casar.

Fiquei grávida aos treze anos.

Conto-vos a minha história porque vivi um pesadelo e sobrevivi.

 

Abandonada pelos pais, a pequena Sameem Ali passou os seus primeiros sete anos num lar onde conheceu estabilidade e bondade. Mas quando soube que a mãe a queria de volta, ficou radiante por poder começar uma nova vida em família. Porém, em vez de um lar, encontrou uma casa imunda onde foi tratada como uma escrava. Era obrigada a trabalhar sem interrupção e violentamente espancada pela mãe e pelo irmão.

Um dia, a mãe decide levá-la a visitar o Paquistão. Sameem nascera na Grã-Bretanha e nunca saíra do país, tinha treze anos e a perspectiva da viagem deixou-a feliz… Mas a sua alegria foi breve. No Paquistão, esperava-a um casamento forçado com um desconhecido que a violou repetidamente. Dois meses depois, a menina estava de volta a casa da mãe, grávida. Esse fora, afinal, o objectivo: forjar um vínculo que permitisse ao marido emigrar para a Grã-Bretanha.

Sameem estava só e desesperada quando o inesperado aconteceu: apaixonou-se e, para sua surpresa, foi correspondida. Em casa, os abusos continuaram, mas algo mudara na jovem de dezassete anos: a maternidade dera-lhe força e o amor esperança. Sentindo-se apoiada pela primeira vez, fugiu de casa e da violência que também recaía sobre o seu filho.

Pensou então ter conseguido superar os traumas do seu terrível passado. Não estava preparada para as consequências de ter violado a honra da família…

 



publicado por Rita Mello às 12:31 | link do entrada | comentar | ver comentários (6) | favorito

 

  

“Se fosse um romance, o leitor poderia achar a história de Sameem Ali inverosímil, mas o horror do seu casamento forçado foi real e a sua história não é única. O que é único é que quebrou um tabu e expôs os abusos sofridos por muitas jovens na Grã-Bretanha.”

The Times

 

“Em Casada à Força, Sameem Ali relata a sua vida arrepiante para realçar o horror do casamento forçado, na esperança de que as suas palavras ajudem a promover a esperança.”

The Daily Record

 

“Um livro envolvente e de leitura compulsiva.”

The Scotsman

 

“Uma história arrepiante e brutal.”

The Asian News



publicado por Rita Mello às 12:31 | link do entrada | comentar | favorito

 

 

Sameem Ali vive em Manchester com o marido e os dois filhos. Está activamente envolvida na política local, sendo vereadora de Moss Side, e é uma militante da luta contra os casamentos forçados, falando em conferências governamentais.

 

Para mais informações sobre a autora consulte o site www.sameemali.com.



publicado por Rita Mello às 12:27 | link do entrada | comentar | favorito

Quarta-feira, 26.08.09

 

Em que país realizou Donya al-Nahi a sua primeira missão de resgate?

Resposta: Líbia.

Vencedores:

01 – Daniela Patrícia

10 – Manuel Pereira

25 – Teresa Duarte

50 – Bruno Neiva

75 – Isabel Cristina Azevedo



publicado por Rita Mello às 15:12 | link do entrada | comentar | ver comentários (5) | favorito

Terça-feira, 18.08.09

 

Leia o primeiro capítulo de Heroína do Deserto e responda a esta questão: Em que país realizou Donya al-Nahi a sua primeira missão de resgate?

 

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 75.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de Heroína do Deserto, de Donya al-Nahi, que a ASA tem para oferecer.   A data limite é domingo, dia 23 de Agosto.

Pode ler o primeiro capítulo do livro aqui.



publicado por Rita Mello às 16:56 | link do entrada | comentar | ver comentários (3) | favorito

Segunda-feira, 17.08.09

 

A vida de Donya al-Nahi, uma inglesa loira e de olhos verdes que se converteu ao islamismo, mudou no dia em que conheceu uma mulher britânica, casada com um muçulmano, cuja filha de seis anos tinha sido raptada e levada para a Líbia pelo próprio pai. Comovida pelo desespero da jovem mãe, Donya respondeu corajosamente: “Vamos lá buscá-la.” Pouco depois, arriscou a vida para resgatar a criança enquanto ela ia para a escola, em Trípoli. A intensidade da experiência foi tal que Donya decidiu ajudar outras mulheres igualmente sós e impotentes perante a maior das crueldades. “Ninguém tem o direito de separar uma criança da mãe”, afirma. Dezenas de crianças foram salvas graças à audácia e ao altruísmo de Donya. Este é um testemunho tremendamente honesto e emocionante de uma mulher heróica que teve de suportar os maiores riscos e até a prisão em alguns dos locais mais perigosos do mundo.

Para muitas famílias, Donya al-Nahi é a Heroína do Deserto.



publicado por Rita Mello às 14:34 | link do entrada | comentar | favorito

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