Quarta-feira, 28.04.10

 

Como recorda o seu primeiro amor?

 

Vencedores:

 

Verónica Silva: Recordo o meu primeiro amor como um dia de primavera. Tudo parecia bonito e perfeito. Cada toque era uma carícia suave como um poisar de uma borboleta sobre uma flor. Cada amanhã acordava feliz, o amor era o nascer do sol.

 

Sandra Nunes: Recordo o meu primeiro amor como uma descoberta, um turbilhão de emoções, uma paixão avassaladora que tudo levou, um mar de palpitações, com um  toque de obsessão, tão característico de um primeiro amor. Recordo o rubor que aqueceu a face e a alma ao primeiro toque de lábios e a inocência de acreditar na ilusão que duraria para sempre. 

 

Ana Borges: Recordo o meu primeiro Amor, como se até esse momento tivesse caminhado no meio do nevoeiro. De repente mergulhei no mais belo dia de Primavera, numa miríade infindável de cores, sons e perfumes inebriantes que inundaram os meus sentidos e a minha alma.

 

Catarina Santos

A lembrança do meu primeiro amor

tem a doçura do melhor da Vida

que se vive sem dúvidas nem temor

e que nos traz a alma protegida.

 

O primeiro amor tem uma riqueza

que combate o ódio deste mundo

que destrói a mais negra tristeza

e eleva o nosso riso mais profundo.

 

A eterna doçura do mais longo beijo

colocou o meu coração em clamor

e ensinou-me sobre o imenso desejo...

Assim me recordo do primeiro amor!

 

Patrícia Dias

Recordo-o com nostalgia
De quem achava que sabia amar
Mas confesso que é bom recordar
A emoção e euforia
Própria quando a idade está a faltar
A inocência e descoberta
Aliada a sentimentos fortes
Faz-nos crescer e aprender
Que o Amor é bom viver
Tal como a Vida e a Morte

 

Parabéns aos vencedores!

 



publicado por Rita Mello às 15:19 | link do entrada | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quarta-feira, 21.04.10

Como recorda o seu primeiro amor?

Responda de forma criativa (e sucinta) a esta questão e habilite-se a ganhar um dos cinco exemplares de Maridos, de Ángeles Mastretta, que a ASA tem para lhe oferecer. 

A frase terá de ser enviada até segunda-feira, dia 26 de Abril, para joanneharris@sapo.pt

Pode ler o primeiro conto de Maridos, de Ángeles Mastretta, aqui.



publicado por Rita Mello às 15:33 | link do entrada | comentar | ver comentários (5) | favorito

Segunda-feira, 19.04.10

 

 

APESAR DISSO


Dava raiva, porque se tinham amado tanto e de formas tão diversas durante os duzentos anos em que já se conheciam que era uma pena separarem-se assim, como se nada fosse.

Duzentos anos, dizia ela, porque com o tempo adquiriu a certeza de que assim fora. A sua fé no absoluto era tão estranha que ia pegando em coisas de todas as religiões que tinha à mão, e aquilo das várias vidas, das almas jovens e das almas velhas, agradou-lhe desde que o referiram como uma verdade tecida com fios de prata.

Não hesitou em agarrar-se à certeza de que se conheciam há tantos anos que não lhes era possível recordar. Ter-se-iam visto seguramente pela primeira vez, pensava, em 1754, provavelmente em Valência, e uma outra vez ou muitas durante o século XIX, a meio de uma guerra ou num baile, mas o encontro de 1967, em que se cruzaram numas escadas mesmo no centro da cidade de Puebla, marcou-os positiva e definitivamente, embora como das outras vezes estivesse tudo prestes a acabar mal.

Quem sabe porque a vida coloca armadilhas àqueles que, vistos de fora, não podem ser mais do que um casal para o resto das suas vidas, mas diz-se que isso acontece e está visto que não só eles, mas qualquer coisa no mundo se entristece quando se perdem um ao outro.

No século XX, Ana García e Juan Icaza, grandes nomes da pequena cidade, tornaram-se namorados desde o instante em que aquela escada os submeteu ao seu feitiço. Ela ia a subir e ele vinha a descer quando o ar se cruzou entre eles e o perfume atravessou as suas roupas. Ela trazia um vestido branco, estava calor. Ele tinha na mão um chapéu cordovês, fazendo com que qualquer um pensasse que ia ou vinha de uma praça de touros.

Aí e naquele tempo era ainda o homem quem iniciava a corte e ele demorou meio minuto a iniciá-la. Perguntou-lhe se era filha do seu pai e contou-lhe que fazia os fios com que o bom senhor tecia os seus panos. Disse-lhe que parecia uma pomba da paz e ela sorriu dizendo que as pombas estão sempre em guerra, que não havia campanário ou praça que desse fé de outra coisa e que nenhuma mulher vestida de branco podia ser de grande confiança.



publicado por Rita Mello às 17:33 | link do entrada | comentar | ver comentários (3) | favorito

Sexta-feira, 16.04.10

 

Encontraram-se a meio da rua depois de estarem meia vida sem se verem. Ela caminhava com o olhar perdido no mundo de gente que é o mundo das ruas do centro da Cidade do México, num sábado como tantos outros.

Podia parecer que ele ia à sua procura, mas deparou com ela como por milagre. Há mais de mil anos, vira-a desaparecer num dos jardins da Universidade.

Tinham passado desde essa altura, para sermos exactos como o tempo que Einstein descobriu ser relativo, vinte e seis anos, nove meses, duas semanas e um dia.

 

Os protagonistas destas histórias maravilhosas resistem ao passar do tempo, espantam as mágoas das desilusões e das separações e celebram as pequenas vitórias partilhadas – as que apenas fazem sentido se forem vividas junto de quem se ama.



publicado por Rita Mello às 17:11 | link do entrada | comentar | favorito

 

“Basta ler as primeiras páginas da vida de uma das suas heroínas para nos apercebermos que Ángeles Mastretta é uma romancista notável.”

Laura Esquivel

 

“Uma celebração da feminilidade que vai fazer as delícias dos fãs de Isabel Allende e Laura Esquivel.”

Publishers Weekly

 

“Ángeles Mastretta é uma escritora magistral e um nome incontornável na literatura de língua castelhana.”

El Informador

 

“O que torna este livro transcendente é a voz feminina, a magia que envolve os relatos. Maridos é um repertório de situações que revelam parte de uma tragédia feminina íntima.”

El Cultural

 

“Com Maridos, Ángeles Mastretta volta a dar uma prova do que a alegria infindável da sua mente e o mundo iluminado da sua escrita podem alcançar.”

La Voz

 

“Altamente recomendado.”

Críticas Magazine



publicado por Rita Mello às 17:11 | link do entrada | comentar | favorito

Ángeles Mastretta nasceu em Puebla, no México, em 1949, e é um dos nomes cimeiros da literatura ibero-americana. Para além de Maridos, na ASA, foram já publicadas as suas obras Mal de Amores (Prémio Internacional de Romance Rómulo Gallegos 1996), Arráncame la Vida (Prémio Mazatlán 1985), já adaptado para o cinema, e Mulheres de Olhos Grandes, cujos direitos de adaptação para o cinema e a televisão foram já vendidos.



publicado por Rita Mello às 17:11 | link do entrada | comentar | favorito

Quarta-feira, 31.03.10

 

 

 



publicado por Rita Mello às 17:27 | link do entrada | comentar | favorito

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