Segunda-feira, 12.04.10

Para além de Uma Terra Distante, que romances de Daniel Mason foram já publicados na ASA?

Resposta: O Afinador de Pianos

Vencedores:

01 – Rita Raimundo

10 – Jorge Manuel Freire

25 – João Alexandre Silva Pimentel

50 – Dinis Figueiredo

100 – Filipa Raquel Novais Vitorino



publicado por Rita Mello às 17:43 | link do entrada | comentar | favorito

Quarta-feira, 07.04.10

 

Para além de Uma Terra Distante, que romances de Daniel Mason foram já publicados na ASA?

 

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um dos cinco exemplares de Uma Terra Distante, de Daniel Mason, que a ASA tem para oferecer. A data limite é domingo, dia 11 de Abril.

Pode ler os primeiros capítulos do livro aqui.



publicado por Rita Mello às 17:14 | link do entrada | comentar | ver comentários (6) | favorito

Terça-feira, 06.04.10

 

No vale da aldeia a que um dia chamariam São Miguel da Cana, os homens e as mulheres esperavam, remexiam a terra deNovembro e olhavam para o céu.

Chegavam nuvens, vindas da costa em longas e solitárias caravanas, seguindo o leito seco dos rios.

Por vezes chovia. Pequenas folhas verdes desenrolavam-se dos ramos secos, e uma erva macia atapetava o chão da mata de arbustos espinhosos a que chamavam caatinga, a floresta branca, por ser demasiado pobre para ter cor. Nessas alturas, os homens e as mulheres estudavam o céu, desconfiados. Por vezes, a chuva caía tão perto que conseguiam cheirá-la, mas se não voltava a cair naquele pedaço de terra, as folhas ficavam castanhas e crepitavam ao vento. Aquilo podia matar um campo, diziam: uma única chuvada, e depois o céu vazio. Criava falsas esperanças nas pessoas, criava falsas esperanças na terra. Chamavam-lhe seca verde e amaldiçoavam-na entre dentes. A chuva é como um homem, diziam as mulheres, ilude-nos com doces dádivas, mas se não fica, é pior do que nada.

Quando a chuva não voltava, as primeiras plantas a morrer eram as ervas. Então, a mata tornava-se quebradiça e os cactos ficavam cinzentos. Em Dezembro, na véspera do Dia de Santa Luzia, deixavam no chão seis pedaços de sal, para adivinhar a seca, e de manhã contavam quantos se tinham derretido e quantos restavam.

Finalmente, quando a terra ficava tão quente que qualquer chuva que caísse se limitaria a voltar para o céu sob a forma de vapor, começavam a preparar-se. Chamavam-lhe a retirada, como se instalarem-se nas terras do interior tivesse sido, para começar, uma coisa insensata e anormal. Muitos já tinham passado por outras secas e conheciam até bem de mais os rituais da fuga e do inseguro regresso. Nos campos ressequidos, batiam com as pás na pedra e procuravam na terra pedaços de mandioca. Faziam cálculos, verificando as provisões de carne salgada e o nível de água nos poços.

À medida que os dias passavam, estudavam o céu, pondo as suas esperanças em nuvens distantes que desapareciam como que embruxadas. Apanhavam do chão punhados de terra, acariciavam-nos e esmagavam-nos entre os dedos, faziam rolar o pó quente ao longo dos calos secos dos polegares, provavam-no, falavam com ele. Exortavam, pediam desculpa, suplicavam. Certa vez, um jornalista da costa que estivera com eles escrevera: Os camponeses conhecem a textura da terra melhor do que as suas próprias caras. Quando a história foi lida em voz alta nos campos crestados, um velho riu e disse, Claro! Nasci lá, sou demasiado pobre para ter um espelho, e quando foi que houve água suficiente para um charco?

 

Podem continuar a ler o primeiro capítulo de Uma Terra Distante, de Daniel Mason, aqui.



publicado por Rita Mello às 17:38 | link do entrada | comentar | ver comentários (7) | favorito

Segunda-feira, 05.04.10

 

Isabel nasceu com o dom e a maldição de “ver para além”. É uma menina tímida e sensível que aprendeu a distinguir os sons, cores e ritmos da terra árida onde vive com os pais e o irmão Isaías, que adora. A ligação entre ambos é tão intensa que ela é capaz de o encontrar mesmo quando ele se esconde entre os pés de cana-de-açúcar de uma plantação a perder de vista. Na verdade, Isabel vive num mundo protegido e repleto de amor, ainda que pobre e remoto. Mas a seca e a fome devastam aquela região já tão sacrificada, e Isaías decide que está na altura de construir um novo futuro para si próprio na cidade. Algum tempo depois, também Isabel é obrigada a abandonar o único lar que alguma vez conheceu. Apenas a ideia de se juntar ao irmão a consola. Mas Isaías parece ter desaparecido sem deixar rasto. Na cidade, Isabel sente-se acossada por sinais que já não consegue identificar. Na busca desesperada por Isaías, a jovem move-se num mundo desconhecido, povoado de ameaças imprevisíveis. Não sabe como agir. Não sabe como reagir à violência. Pela primeira vez na sua vida, Isabel está entregue a si própria.


O deslumbramento de Isabel face ao desconhecido, a sua inadequação a uma sociedade regida por regras que lhe parecem absurdas, a sua forma engenhosa de arranjar soluções — tudo neste romance comove e fascina. A história da jornada de Isabel é um relato universal sobre os laços familiares e o amor entre irmãos, sobre destino e saudade, sobrevivência e verdadeiro heroísmo.



publicado por Rita Mello às 15:17 | link do entrada | comentar | ver comentários (3) | favorito

 

“Espantoso… Daniel Mason pode bem vir a ser o próximo grande romancista do nosso tempo.”

The Boston Globe

 

“Poderoso… Daniel Mason tem o dom de conseguir mergulhar o leitor num mundo tão perfeitamente detalhado que já não o vemos apenas com os olhos da protagonista, mas apreendemo-lo com todos os nossos sentidos.”

San Francisco Chronicle

 

“Uma fábula poética e dilacerante.”

The Miami Herald

 

“O segundo romance de Daniel Mason tem ecos da sua estreia fervorosa, O Afinador de Pianos… Uma Terra Distante evoca poderosamente o isolamento claustrofóbico da sua heroína.”

The New Yorker

 

“Impressionante e gratificante.”

The Guardian

 

Mason é um contador de histórias magistral. Ele habita na mente de Isabel com uma sensibilidade incrível e usa com inteligência o seu imaginário para escrever sobre amor e lealdade, dois temas intemporais e audaciosos.”

The Times

 

“Tocante.”

The Observer

 



publicado por Rita Mello às 15:17 | link do entrada | comentar | favorito

 

Daniel Mason fez o bacharelato em Biologia, em Harvard, e licenciou-se em Medicina na Universidade da Califórnia, em São Francisco. Para além de Uma Terra Distante, no catálogo da ASA está já publicado O Afinador de Pianos, o seu primeiro romance, que foi um bestseller em Portugal e em todo o mundo.



publicado por Rita Mello às 15:16 | link do entrada | comentar | favorito

Quarta-feira, 31.03.10

 

 

 



publicado por Rita Mello às 17:27 | link do entrada | comentar | favorito

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