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CHOCOLATE PARA A ALMA – LER NÃO ENGORDA

CHOCOLATE PARA A ALMA – LER NÃO ENGORDA

18
Jan11

E OS VENCEDORES DO PASSATEMPO ONDE ESTÁS? SÃO...

Rita Mello

 

 

Para além de Onde Estás?, que romances de Bernardine Kennedy foram já publicados pela ASA?

Resposta: Vidas Estilhaçadas

 

Vencedores:

01 – Patrícia Filipa de Castro André

25 – Celina Rodrigues

50 – Vera Mónica Oliveira Mouta

75 – Maria José Cebo

100 – Catarina Marques

 

Parabéns aos vencedores e obrigada a todos os participantes!

 

11
Jan11

BERNARDINE KENNEDY

Rita Mello

Bernardine Kennedy nasceu em Londres, mas passou a maior parte da sua infância em Singapura e na Nigéria, antes de se estabelecer no Essex, onde vive com a família. Ao longo da sua diversificada vida profissional foi assistente de bordo, instrutora de natação e assistente social. Para além de ser autora de uma vasta obra, escreve regularmente artigos de viagens para diversas revistas. Para além de Onde Estás?, na ASA está também publicado o seu romance Vidas Estilhaçadas.

 

Podem visitar o site da autora em www.bernardinekennedy.com.

12
Out09

PASSATEMPO – VIDAS ESTILHAÇADAS

Rita Mello

 

 

Leia os primeiros capítulos de Vidas Estilhaçadas, de Bernardine Kennedy, e responda a esta questão:

Como se chama a tia cruel das irmãs Hannah e Julie?

Envie a sua resposta para joanneharris@sapo.pt – e se estiver correcta e for a 1.ª, a 10.ª, a 25.ª, a 50.ª ou a 100.ª a chegar, ganha automaticamente um exemplar de Vidas Estilhaçadas, de Bernardine Kennedy, que a ASA tem para oferecer. A data limite é quinta-feira, dia 15 de Outubro.

Pode ler os primeiros capítulos do livro aqui.

07
Out09

COMECE A LER VIDAS ESTILHAÇADAS

Rita Mello

 

 

– É em dias como este que eu fico mesmo farta deste trabalho – resmungou Hannah Durman, enquanto desligava impetuosamente a chamada, antes de empurrar a cadeira para trás e levantar-se. – Tenho estes processos todos para redigir antes de poder ir para casa, e aparece sempre a inevitável emergência do final do dia e não me apetece mesmo nada tratar destas tretas neste momento. Detesto o trabalho de assistente social! Quero um emprego sem stress.

– A quem o dizes! – O seu colega Barry riu-se e deu uma palmadinha na periclitante pilha de processos que tinha na sua própria secretária. – Todos os dias, dê lá por onde der, a fila engrossa, o pessoal diminui e o monte de processos aumenta… mas, pelo menos, nunca te podes queixar de tédio.

Hannah agarrou numa agenda bojuda e num bloco de notas que tinha em cima da secretária. – Na verdade, por vezes seria bom que fosse entediante. Principalmente hoje, que eu nem sequer devia cá estar. Temos de ir para o aeroporto amanhã às cinco da manhã, e eu ainda nem fiz as malas… – Fez uma pausa e lançou um sorriso suplicante na direcção de Barry. – Por acaso não quererás ir lá fora ter uma conversa com a jovem Cleo Riley, não? Ela está na recepção. É o problema do costume: a mãe pô-la outra vez fora de casa. Decerto ela poderá ir para o acolhimento temporário de emergência, eles recebem-na sempre quando têm espaço, é só fazer um ou dois telefonemas…

– Nem pensar. – O colega abanou a cabeça de forma enfática. – Não, não, não. Ainda tenho três visitas domiciliárias para fazer esta tarde. Vai lá despachar isso e depois já podes partir para as tuas férias e esquecer-te de nós todos, aqui a dar o litro como formigas obreiras!

Hannah encolheu os ombros e riu-se, aceitando a recusa com naturalidade.

– Como é que eu sabia que ias dizer isso? Mesmo assim, valeu a pena tentar!

Saiu apressadamente do gabinete acanhado que partilhava com Barry e com vários armários de arquivo altos e entrou num corredor comprido que ia dar ao sombrio gabinete da recepção, onde os funcionários estavam protegidos da sala de espera por um balcão de vidro reforçado. A linha da frente.

O edifício cinzento que albergava os escritórios dos Serviços Sociais da zona oriental de Londres era um bloco impessoal de quatro pisos feito em cimento e vidro, que, nos anos sessenta, altura em que fora construído, teria sido considerado vanguardista e ultramoderno. Agora parecia antiquado e gasto, com graffiti a cobrir quase todas as superfícies sólidas exteriores, beatas e pastilhas elásticas ressequidas espalhadas pela entrada e parque de estacionamento e uma palpável atmosfera de degradação constante em todo o lado, tanto no interior como no exterior.

Hannah sentia-se constantemente aliviada por já não viver na zona oriental de Londres onde crescera, mas quando lhe ofereceram um emprego ali, poucos meses antes, tomara a decisão de regressar. Significara uma promoção, um grande aumento salarial e a oportunidade de trabalhar em horário flexível, de modo que, três dias por semana, saía da pacata vila do Essex onde ela e o marido viviam há mais de dez anos. Nos outros dois dias, trabalhava a partir do conforto da sua própria casa. Convinha-lhe na perfeição.

Semicerrando os olhos, examinou a sala de espera, que estava tão atafulhada e ruidosa como ela previra. As tardes de sexta-feira e as manhãs de segunda eram sempre conturbadas nos escritórios da High Street, e aquela tarde de sexta-feira em particular não era certamente excepção. Não havia cadeiras suficientes para a quantidade de pessoas que aguardavam, por isso estas limitavam-se a deambular por ali, de um lado para o outro, barafustando no corredor cada vez mais zangadas por terem de esperar tanto tempo. Crianças de todas as idades, entediadas pelo ambiente e sem interesse nos poucos livros estraçalhados e revistas rasgadas espalhados sobre a mesa, corriam à vontade, sem vigilância, a fazer barulho, a gritar e a criar o caos.

Sobrepondo-se ao zunzum geral do tédio e da irritação, Hannah gritou por uma brecha no vidro da recepção para se fazer ouvir.

– Cleo? Cleo! Dirige-te à sala de entrevista número dois, já lá vou ter contigo…

Quando a adolescente se levantou de um salto e abriu caminho em direcção ao corredor, uma voz feminina ergueu-se sobre todas as outras, ruidosa e estridente.

– Ei! Isso é injusto! Eu cheguei muito antes dela. Estou à espera há mais de duas horas, porra, e quero que alguém me atenda agora. Já! Senão vou mesmo passar-me dos carretos. Nós aqui não somos porcos numa pocilga, sabe? Somos seres humanos, todos nós…

Hannah já tinha virado costas, mas algo de familiar naquela voz e entoação fê-la parar. Achou que a tinha reconhecido. Estava certa disso. Mas em vez de se virar para olhar, o instinto fê-la dirigir-se para o extremo mais distante do balcão e posicionar-se ao lado de um armário, que lhe permitia ver as pessoas na sala de espera, mas de onde dificilmente seria vista.

06
Out09

VIDAS ESTILHAÇADAS – BERNARDINE KENNEDY

Rita Mello

 

Duas irmãs separadas pela tragédia.

Um reencontro inesperado.

Uma história inesquecível.

 

Após umas idílicas férias de Verão, a família Beecham regressava a casa, de carro, quando um condutor embriagado ditou a sua sorte. Hannah tinha 4 anos e Julie quase 2. Aquela noite deixou-as órfãs. A solidão encaminhou-as para uma tia cruel e sem escrúpulos. O destino encarregou-se de as separar.

Muito anos depois, Hannah está a trabalhar quando ouve uma voz que a abala profunda e incompreensivelmente. Quem é a estranha mulher que grita contra as injustiças do mundo? A verdade atinge-a como um raio: Julie!

Hannah tem uma vida desafogada, um casamento estável e um emprego que a realiza, feitos notáveis para quem conviveu de perto com o inferno. Mas o mesmo não se pode dizer de Julie, cuja natureza explosiva se virou contra si própria. Ela precisa desesperadamente de ajuda e terá de ser a irmã a intervir, mas ao fazê-lo, Hannah descobre horrorizada que a sua própria vida não é tão perfeita quanto parece…

 

Duas irmãs.

Dois mundos em rota de colisão.

Apenas o perdão evitará a tragédia.

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